Acusado de tráfico e chacinas na Bahia é preso no Ceará

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia apresentou, na tarde de hoje, em Salvador, o traficante Cláudio Eduardo Campanha da Silva, de 45 anos, conhecido como Campanha ou Pai. Acusado de liderar uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas no Estado e de ordenar chacinas na capital baiana, ele estava sendo procurado havia três anos e foi preso ontem em um sítio no distrito de Dourados, município de Horizonte (CE), na região metropolitana da Fortaleza.

Agência Estado |

Segundo o coordenador do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil da Bahia, delegado Jardel Peres, os passos do traficante estavam sendo seguidos há dez dias. "Descobrimos que ele se mudava de cidade a cada seis meses e evitava sair de casa para não chamar a atenção dos vizinhos, mas continuava operando o tráfico na Bahia", afirmou Peres. "Quando tivemos certeza de que era mesmo o Campanha, pedimos a colaboração da polícia cearense para efetuar a prisão."

De acordo com a polícia, a quadrilha de Campanha arrecadava entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões por mês com o tráfico de entorpecentes. "Ele era o maior traficante de drogas em atuação em Salvador", disse o secretário de Segurança Pública, César Nunes. Com o traficante foram encontrados R$ 10 mil, uma carteira de identidade falsa e oito celulares. No local estavam a mulher de Campanha da Silva e o filho deles, de 4 anos.

Operação

Segundo a SSP-BA, a prisão de Campanha foi a primeira da Operação Pacificador, de combate ao tráfico de drogas, realizada também em Salvador e no interior baiano. Cerca de 250 policiais, entre civis e militares, foram deslocados para cumprir 25 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão, relativos à quadrilha comandada pelo traficante preso no Ceará. As investigações duraram seis meses.

Até o fim da tarde de hoje, 15 pessoas, incluindo Campanha, haviam sido presas. Com eles foram encontrados R$ 21 mil, um revólver, três armas artesanais, drogas, diversos celulares e quatro agendas de contatos que podem permitir o aprofundamento das investigações. "Vamos analisar o material para que o Ministério Público tenha condições para fazer a denúncia e punir os responsáveis", afirmou Nunes.

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