Acusado de morte de índio é condenado à prisão no DF

Crime ocorreu em dezembro de 2009 quando o índio, alcoolizado, teria entrado por engano na residência de Leidiésio Lima

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Leidiésio dos Santos Lima foi condenado nesta segunda-feira pelo homicídio do índio José Luis Lopes, conhecido como Luis Guarani,no Tribunal do Júri de Ceilândia (DF). Sua pena foi de 16 anos de reclusão a serem cumpridos em regime inicial fechado. O crime, que chocou a população de Ceilândia, ocorreu em 6 de dezembro de 2009 quando o índio, alcoolizado, teria entrado por engano na residência de Leidiésio, conhecido como "Pezão". 

Leidiésio teria agredido o índio com a ajuda de outras pessoas, entre elas Átila Rodrigues Costa, vulgo "Tiago". Em seguida, os acusados teriam colocado a vítima em um carro e seguido até a casa de Artur Vargas, conhecido como "Índio da Prefeitura". 

Já na casa de Artur, eles foram informados que ele não estava. Os homens teriam dito à filha de Artur que procuravam seu pai para ver se ele reconhecia outro índio que estaria no carro deles. O crime acabou sendo consumado em outro local com disparos de arma de fogo. 

O homicídio foi qualificado por meio cruel. O laudo pericial de corpo de delito atesta que um pedaço de madeira foi retirado do crânio de Luis Guarani. A vítima ainda teria sofrido um intenso e desnecessário sofrimento segundo o Ministério Público (MP). No desenrolar da ação penal, em um processo desmembrado, Átila Rodrigues Costa acabou sendo julgado em 2 de março deste ano e condenado a 16 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. 

Leidiésio tinha começado a ser julgado em 18 de maio deste ano, mas a sessão acabou sendo ser interrompida a pedido do MP em função de duas pessoas terem o mesmo nome. Após a oitiva das testemunhas foi constatado que se tratavam de duas pessoas. O julgamento então foi retomado hoje.

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