GOIÂNIA - Mohammed DAli Santos, de 20 anos, acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos, no fim de julho, foi transferido nesta sexta-feira da carceragem da Delegacia de Homicídios para a Casa de Prisão Provisória, em Goiânia. Segundo informações da polícia, Santos ficou preso na delegacia até o fim do inquérito, que deve ser encaminhado até o fim do dia para o Judiciário. Na Casa de Prisão ele ficará aguardando o julgamento.

De acordo com a polícia, não houve nenhum incidente durante o percurso. O amigo de Santos Cristiano Cardoso da Silva prestou declarações na tarde dessa quinta e também será indiciado . Segundo a polícia, ele confessou que sabia que seu carro seria usado para transportar as partes esquartejadas de Cara e se omitiu. Ainda não há data marcada para seu depoimento à polícia.

Na última quarta-feira, Mohammed se mostrou arrependido durante uma coletiva concedida à imprensa. "Agora, quero pagar pelo que fiz", disse aos jornalistas. Segundo a polícia, Mohamed assumiu o crime durante a coletiva. "Estou arrependido. Tenho pena da mãe da Cara", disse.

De acordo com o delegado Carlos Raimundo Batista, um dos responsáveis pelo caso, Mohamed tentou justificar o crime culpando o uso de bebidas alcoólicas e drogas.

Entenda o caso

Futura Press
Mohammed é suspeito de esfaquear, matar, esquartejar e jogar os pedaços do corpo da estudante inglesa Cara dentro de dois rios em Goiânia. Ele foi preso na última quinta-feira, dia 31, no setor universitário de Goiânia.

De acordo com o comandante do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), Cláudio de Oliveira, o suspeito confessou o crime e disse que resolveu matá-la, pois ela iria contar para seus pais e à polícia que ele era viciado em cocaína. 

Mohammed não ofereceu resistência à prisão e foi classificado como uma pessoa extremamente fria. Inicialmente, ele disse que costuma usar cocaína com freqüência, mas informou não ter cometido o crime sob o efeito do entorpecente. Entretanto, em uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, ele admitiu ter usado drogas e bebido muito, e que, sem isso, não seria capaz de tal atitude.

Depois de tê-la esfaqueado e matado, segundo a polícia, o rapaz guardou o corpo de Cara no box do banheiro e foi a uma festa. No domingo, resolveu esquartejá-la para facilitar a retirada do corpo do imóvel. O ato foi feito com uma faca grande com cabo branco, como as de açougueiro, contou Oliveira. Em seguida, colocou o tórax da adolescente em uma mala e jogou dentro do Rio Meia Ponte, na Região Leste de Goiânia.

Não satisfeito ainda, segundo a polícia, dirigiu 60 quilômetros com as outras partes do corpo ¿ membros e cabeça - da vítima no carro e jogou-as em outro rio. Todas as partes do seu corpo foram encontradas pela PM, que atuou com duas equipes e com mergulhadores nas buscas.

O rio, segundo o major, é bastante raso, o que facilitou o trabalho da polícia. Os bombeiros auxiliaram nas buscas e a polícia científica esteve no apartamento onde ocorreu o crime.

A faca utilizada no ato foi achada dentro de um bueiro na rua da casa do suspeito. Segundo a polícia, o rapaz conheceu a menina em Londres, em um intercâmbio e não era namorado da garota. 

A jovem foi identificada pela família através de duas tatuagens, exibidas em um canal internacional de notícias. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Goiânia. A embaixada britânica em Brasília informou que tomou ciência do caso e está acompanhando o trabalho da polícia de Goiás. 

(*com informações são da Agência Estado)

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