Acusado de matar inglesa em GO é psicopata, diz laudo

A Junta Médica Oficial do Poder Judiciário considerou psicopata o goiano Mohammed D`Ali Carvalho dos Santos, acusado de matar a inglesa Cara Marie Burke em julho do ano passado. O laudo com a constatação foi entregue nesta segunda-feira ao juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara, segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O resultado poderá reduzir de um a dois terços a pena do jovem, caso ele seja julgado e condenado.

Redação com Agência Estado |

O juiz ordenou que o laudo seja reunido aos autos e estabeleceu o prazo de cinco dias para a acusação e a defesa se manifestarem. De acordo com o TJ-GO, o Ministério Público (MP) ainda pode contestar o laudo e, se Santos for submetido a júri popular, os jurados podem desconsiderar o documento.

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O crime ocorreu em 26 de julho do ano passado. A denúncia do MP traz que Santos matou Cara, de 17 anos, a facadas num apartamento do setor universitário e a esquartejou.

Segundo o TJ-GO, dois psiquiatras e dois psicólogos assinaram o laudo. Eles analisaram os exames aos quais Santos foi submetido entre os dias 21 e 23 do mês passado e entrevistaram parentes e amigos dele. O documento, ainda de acordo com o tribunal, indica que o rapaz é um psicopata clássico - tem perturbação mental, personalidade antissocial e é de alta periculosidade.

O diretor da Junta Médica, psiquiatra Luiz Fernando Froés Fleury, afirmou à corte que "a alteração que ele possui é algo que está na estrutura da personalidade e que não é passível de tratamento ou cura, pois não é doença". o médico ainda disse que "é uma característica imutável que nasceu com ele e foi se moldando no decorrer de sua vida. A chance de ele reincidir é muito alta."

O caso

Santos é acusado de esfaquear, matar, esquartejar e jogar os pedaços do corpo da estudante inglesa Cara dentro de dois rios em Goiânia. Ele foi preso no dia 31 de julho do ano passado, no setor universitário de Goiânia.

De acordo com o comandante do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), Cláudio de Oliveira, o rapaz confessou o crime e disse que resolveu matar Cara porque ela iria contar para seus pais e à polícia que ele era viciado em cocaína.

O acusado não ofereceu resistência à prisão e foi classificado como uma pessoa extremamente fria. Ele informou não ter cometido o crime sob o efeito do entorpecente e diz que costuma usar cocaína com frequência.

Após ter esfaqueado e matado a estudante, o rapaz guardou o corpo dela no box do banheiro e foi a uma festa. Depois resolveu esquartejá-la para facilitar a retirada do corpo do imóvel. As partes do corpo de Cara foram encontradas dias depois pelos bombeiros.

Segundo a polícia, o rapaz conheceu a menina em Londres, em um intercâmbio e não era namorado da garota, que foi identificada pela família através de duas tatuagens, exibidas em um canal internacional de notícias.

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