Acusado de matar a mando de estagiária é condenado

Após 12 horas de julgamento no Fórum de Santos, Aislan Dionísio do Nascimento, de 26 anos, foi condenado a 26 anos de reclusão por ter sido autor dos disparos que em 2005 mataram Mônica Tamer Cruz de Almeida, de 42 anos, e feriram Renata Borelli, de 26 anos. O crime ficou conhecido por ter sido planejado pela ex-estagiária Carolina de Paula Farias, de 25 anos, condenada a 30 anos e 4 meses de reclusão em agosto do ano passado.

Agência Estado |

A sentença foi proferida pelo juiz Hélio Narvaez.

Ex-estagiária de Administração de Empresas da indústria Petrocoque, em Cubatão, Carolina cometeu os crimes porque pretendia ser contratada e ficar mais próxima do gerente Élcio Santana, com quem mantivera um relacionamento amoroso. Além de ter sido mandante do homicídio de Mônica e da tentativa de homicídio contra Renata, Carolina também foi condenada por ter tentado matar, em setembro de 2005, Maria Aparecida de Campos, mulher de Santana e também funcionária da empresa.

O advogado da defesa, Ricardo Ponzetto, disse que recorrerá da sentença e pedirá a anulação do processo. "Não foi respeitado o princípio constitucional do contraditório que assegura aos acusados a oportunidade de combater as acusações". Segundo ele, houve ausência de provas e a condenação se baseou apenas nas declarações dos outros participes dos crimes.

Além de Nascimento, outros dois cúmplices de Carolina já foram condenados: Rodolfo Queiroz dos Santos, de 27 anos, primo da ex-estagiária, que recebeu uma pena de 16 anos de reclusão, e Ewerton Moura Andrade, de 22 anos, condenado a 17 anos e quatro meses. Também acusado de participação, Edson Siqueira dos Santos, de 27 anos, tem julgamento marcado para 21 de outubro.

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