Acusado de matar 3 na Ponte JK recebe pensão vitalícia

Envolvido em acidente que matou três pessoas, em Brasília, Timponi passa a receber pensão do Senado devido à morte de sua esposa

Adriano Ceolin e Severino Motta, iG Brasília |

O servidor público Paulo César Timponi, acusado pela morte de três mulheres num acidente na Ponte JK, em Brasília, em outubro de 2007, passará a receber uma pensão vitalícia do Senado. O benefício será concedido devido à morte de sua esposa, Marcela Viana Timpoini, que era servidora da Casa e faleceu no último dia 12.

De acordo com servidores do Senado, a pensão é de cerca de R$ 20 mil. Metade do valor será destinado à filha do casal até que ela complete a maioridade, depois disso o dinheiro irá integralmente para Timponi. O ato que concede o benefício foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Procurada pela reportagem, a defesa de Timponi disse que não iria se manifestar sobre o caso. “Isso é uma questão íntima e sofrida. Não vou fazer comentários sobre questões pessoais”.

Acidente
O acidente envolvendo Timponi aconteceu no dia 6 de outubro de 2007. Seu carro, um Golf, atingiu a traseira de um Corolla que era guiado pelo economista Luiz Cláudio de Vasconcelos. No banco de trás estava sua esposa, Antônio Maria de Vasconcelos, a cunhada, Altair Barreto e Cíntia Cysneiros, esposa de Cássio Resende, que estava no banco de passageiro.

Com a violência da pancada, as três mulheres foram lançadas para fora do veículo e morreram na hora. A Polícia alega que Timponi estaria embriagado e participando de um “pega”, o que é negado por sua defesa.

O ex-professor chegou a ficar cinco meses preso, mas conseguiu no Tribunal de Justiça do Distrito Federal converter seu processo de homicídio doloso (quando há intenção de matar), por culposo, o que lhe deu o direito de responder em liberdade.

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