Acusado de explosão estocava duas toneladas de fogos

A Polícia Militar (PM) apreendeu ontem 2,050 toneladas de fogos de artifício em uma oficina de funilaria na Vila Pires, em Santo André. O estabelecimento pertence a Sebastião Fernandes, que é cunhado de Sandro Luiz Castellani, proprietário da loja que explodiu na quinta-feira passada, resultando na morte de duas pessoas e na destruição de um quarteirão no mesmo bairro.

Agência Estado |

Castellani assumiu em depoimento no 3º Distrito Policial (DP) que o material era seu. Ele e Fernandes assinaram um Termo Circunstanciado por armazenar os produtos. Não foram presos.

Os policiais chegaram ao local após uma denúncia anônima de que o proprietário havia recebido os fogos de artifício. As 310 caixas com os produtos explosivos estavam localizadas nos fundos da oficina, que tem cerca de 250 metros quadrados. Havia no estabelecimento produtos inflamáveis, como tintas, solventes e acetileno (usado em maçaricos). "O estrago poderia ser maior que o anterior", diz o tenente-coronel do 41º Batalhão da PM, Mário Roberto de Camargo. A oficina foi fechada, pois não tinha licença para funcionar.

A polícia informou que já havia feito vistoria do estabelecimento, pois sabia se tratar de um parente de Castellani. Na ocasião, nada foi encontrado. Segundo moradores e a polícia, todo o material foi levado para o local dois dias após a explosão da semana passada. Ontem, o funileiro inicialmente informou que os fogos eram seus. No entanto, ele depois revelou que pertenciam a seu cunhado, mas que Castellani havia "garantido" que ficariam ali por pouco tempo.

O delegado Alberto José Mesquita Alves solicitou à Justiça autorização para que os explosivos fossem enviados para o Setor de Produtos Controlados do Exército, em Ibiúna, para serem destruídos. Segundo Alves, a lei não prevê prisão para casos de armazenamento de explosivos. Por isso foi assinado um Termo Circunstanciado, que será encaminhado à Justiça, sem abertura de inquérito policial. Fernandes e Castellani foram registrados como autores da ação no documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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