Acusada de torturar menor em Goiás será julgada nesta quinta-feira

GOIÂNIA - A empresária Silvia Calabresi Lima, presa em flagrante acusada pelos crimes de tortura, cárcere privado e redução à condição análoga de escravo da menor L.R.S, de 12 anos, vai a julgamento a partir desta quinta-feira, no Fórum de Goiânia.

Agência Estado |


O caso foi descoberto pela polícia no dia 17, por meio de um telefonema anônimo, e Silvia está presa na Casa de Prisão Provisória (CPP). Também será julgada a empregada doméstica dela, Maria Vanice Lima, de 23 anos, que, segundo o inquérito policial, era quem aprisionava L.R.S. com correntes, a torturava e registrava as agressões num diário.

O marido de Silvia, Marco Antonio Calabresi Lima, engenheiro civil de 42 anos, o filho do casal, Thiago Calabresi Lima, de 24, estudante de engenharia, e a mãe da menor, Joana D'Arc da Silva, diarista, de 40, também vão a julgamento.

O juiz José Carlos Duarte, da 7ª Vara Criminal, anunciou nesta quarta-feira que, como primeiro passo, ouvirá todos os acusados no caso. "Vamos tentar ser os mais rápidos possíveis", disse.

Duarte avaliará provas e laudos e, além dos denunciados, ouvirá testemunhas. Mas só após 84 dará a sentença. "Trata-se de um caso de tortura, e o Direito Penal não oferece espaço para tergiversação."

O caso

Agência Estado
Menina apresentava diversos sinais de tortura
A empresária Sílvia Calabresi Lima, de 42 anos, que atua nos setores de construção e confecção e mantinha, foi presa em flagrante no dia 17 de março, sob a acusação de tortura e cárcere privado. Ela mantinha há dois anos uma menina, de 12 anos, em cativeiro dentro de seu apartamento no Setor Marista, um bairro nobre de Goiânia. A garota foi adotada irregularmente em 2006.

A prisão de Sílvia foi feita pela delegada Adriana Accorsi, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). "Nunca vi um caso assim", afirmou Adriana, que apreendeu na residência instrumentos como alicate de unha, que teriam sido usados para ferir a menina na língua, costas, mãos e pés. "Ela (a empresária) foi denunciada por vizinhos", disse.

Além de L., de 12 anos , Lorena Coelho Reis , de 20 anos, A., de 10 anos de idade, C., de 13 anos , e Elivânia Silva Ferreira, de 23 anos oficializaram denúncias de maus-tratos contra Silvia.

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