Acusada de elaborar suposto dossiê aparece com Dilma

A secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, apontada como a responsável pela elaboração do suposto dossiê sobre gastos sigilosos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acompanhou hoje a ministra Dilma Rousseff numa visita ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. O Buriti será ocupado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cinco ministros a partir de agosto, quando o Palácio do Planalto passará por uma reforma completa.

Agência Estado |

As obras devem durar entre um ano e seis meses e dois anos. A suspeita contra Erenice fez a oposição pedir a demissão dela.

Dilma, que nos últimos dias tem atuado no papel de "mãe do PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento), como chamou Lula, assumiu hoje a condição de inspetora e conheceu as instalações do Buriti durante 30 minutos, acompanhada do governador José Roberto Arruda (DEM). Amanhã, em cerimônia no palácio, o presidente e Arruda assinam o termo de cessão do Buriti ao governo federal. Exposta ao desgaste desde a divulgação das notícias sobre a investigação feita na administração federal sobre os gastos da gestão Fernando Henrique, a chefe da Casa Civil apareceu, rapidamente, na varanda do Buriti, mas não quis dar declarações. A secretária-executiva da Casa Civil também olhou a paisagem em frente ao palácio, mas logo voltou para dentro.

Apesar da preocupação das autoridades responsáveis pela segurança de Lula, a opção pelo Buriti foi dele e a residência passará por obras de adaptação para recebê-lo e a cerca de 200 funcionários do Planalto. Também o segundo andar do prédio anexo do Buriti será ocupado. Atualmente, o Buriti abriga apenas algumas repartições do governo distrital, uma vez que o governador do Distrito Federal transferiu a administração para Taguatinga, cidade-satélite de Brasília.

O Buriti não tem janelas e portas de vidro blindados nem tratamento acústico. Embora o projeto de obras no palácio não tenha sido concluído, é provável que estas questões sejam solucionadas. Para autoridades do Poder Executivo federal, outro motivo de preocupação é a excessiva exposição do presidente em solenidades que tenham pelo menos parte da programação ao ar livre, como a entrega de credenciais a diplomatas estrangeiros.

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