A jovem Camilla Vasconcellos França, de 19 anos, foi presa ontem em Nova Friburgo (RJ), acusada de participar do seqüestro e morte do empresário Matteo Lorenzetti, de 27 anos, em junho. Lorenzetti, que administrava a empresa de embalagens da família, foi seqüestrado por um grupo supostamente comandado pelo ex-funcionário da firma Rafael Morgillo.

Depois de o empresário ter ficado por algumas horas em poder dos seqüestradores, a família pagou o resgate de R$15 mil e ele foi morto em seguida. Segundo investigações, um dos seqüestradores disse o nome de Morgillo e Lorenzetti ouviu. O ex-funcionário da empresa, com medo de ser descoberto, ordenou ao grupo que matasse o empresário.

Depois de quatro dias, Morgilo e Alex Sandro da Conceição foram presos. Camilla e o então namorado dela, Gabriel Freitas Batista, conseguiram fugir. Camila teria participado do crime indo até uma agência bancária para sacar, com o cartão de Lorenzetti, todo o dinheiro da conta corrente. Câmeras de segurança a flagraram e, por meio dos equipamentos, a polícia pôde fazer a identificação.

Por meio da internet, a mãe do empresário, a empresária Beatriz Puccini, deu início a uma investigação paralela e conseguiu ajudar a polícia com informações sobre o paradeiro do casal. Camilla morava no Rio e, segundo denúncias anônimas, Batista, que continua foragido, teria sido visto em Minas Gerais. "Eu espero que ela (Camilla) fale a verdade para que o caso seja esclarecido e a gente possa entender o que aconteceu", disse Beatriz. Ela passa horas na internet em busca de informações. "Tenho a força de Deus, que me ajuda, e também das pessoas, para continuar lutando por Justiça."

Para a polícia, não há mais dúvidas da participação da jovem. "Inclusive, durante a viagem até São José dos Campos (no Vale do Paraíba), ela contou que foi até a agência bancária para fazer o saque, mas que não sabia da morte de Matteo", disse o delegado Paulo Pereira de Paula. O advogado de Camilla, Emerson Sousa, nega as acusações. "As imagens da agência bancária mostram um vulto, não sei se é minha cliente. Ela não estava foragida, estava no Rio, a trabalho. Ela nega qualquer participação no crime."

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