Acusada de agredir idosa no PR fará serviço comunitário

A mulher flagrada por uma câmera de vídeo, no fim de 2006, supostamente agredindo uma senhora de 84 anos, vai prestar 120 horas de serviços comunitários. De acordo com o 1º Juizado Especial Criminal de Curitiba, Vera Lúcia de Freitas, de 43 anos, aceitou a proposta de transação penal feita pelo Ministério Público (MP).

Agência Estado |

A legislação permite que, em casos em que a pena chegaria a, no máximo, dois anos de prisão, antes de se propor a denúncia criminal, o acusado pode aceitar as condições estipuladas pela Justiça.

Em novembro de 2006, por desconfiar que a idosa era maltratada, a família instalou a câmera e gravou cenas em que sua acompanhante supostamente lhe dava tapas no rosto, puxava seus cabelos e ainda comia parte da alimentação que lhe era destinada. A idosa não tinha como reagir, pois teve de amputar uma das pernas em decorrência de diabetes e locomovia-se por meio de uma cadeira de rodas. Vera tinha sido contratada em setembro de 2005 para tomar conta da senhora durante dez horas por dia.

Em depoimento à polícia, ela negou que tivesse agredido a mulher, alegando que apenas forçava para que tomasse os medicamentos corretamente. O advogado da família da idosa, Laércio Ferreira Coelho, disse que nem ele nem seus clientes ficaram satisfeitos com a decisão. "Como não podemos mudar a lei vamos entrar com ação de perdas e danos", afirmou. Essa ação deve ser protocolada na Justiça Comum e não mais em Juizado Especial. "Queremos que ela seja penalizada", disse.

Segundo ele, Vera move uma ação trabalhista contra a família e não teria aceitado retirá-la em troca do encerramento do processo criminal. "Agora vamos nos defender no processo trabalhista e entrar com a ação de perdas e danos", afirmou. O advogado de Vera não foi encontrado. A instituição em que ela atuará ainda será indicada pelo juiz Gilberto Ferreira.

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