Acupuntura combate efeitos colaterais de pacientes com câncer

Meia hora de sessões de acupuntura três vezes por semana nos mesmos dias da aplicação da quimioterapia foram suficientes para acabar com as dores, náuseas, vômitos e desconforto provocados pelo tratamento - e que tanto incomodam pacientes com câncer. A conclusão apareceu em um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com pacientes tratados no Hospital A.

Agência Estado |

C. Camargo.

O objetivo do trabalho foi unir as técnicas da medicina oriental com os métodos de pesquisa ocidental, buscando um tratamento para aliviar o incômodo dos pacientes que precisam se submeter a uma quimioterapia - cerca de 80% deles apresentam efeitos colaterais. Normalmente, alguns hospitais ministram remédios para tentar combater esses sintomas, mas não são sempre eficazes ou perdem o efeito depois de algumas aplicações.

“A acupuntura clássica com agulhas para estimular os pontos chamados reflexos conseguiu restabelecer o equilíbrio do paciente com resultados terapêuticos muito positivos”, afirma o médico Wu Tu Chung, responsável pela pesquisa. “Os pacientes relataram que não tiveram mais vômitos ou náuseas e que a intensidade das dores diminuiu muito, do primeiro ao sétimo dia após a sessão de quimioterapia”, disse ele. O trabalho acompanhou 64 pacientes entre 22 e 66 anos que tiveram câncer.

Depois da pesquisa, o médico implementou o tratamento com acupuntura para pacientes oncológicos no hospital e, com isso, diminuiu a ingestão de remédios, principalmente entre as pessoas que não apresentavam melhora com os medicamentos. “Os pacientes do Centro de Dor são encaminhados para a acupuntura e também os que precisam fazer quimioterapia”, explica o médico. “Provavelmente os estímulos ou a pressão nos pontos liberam substâncias neuroquímicas, que tornam não-sensível a zona gatilho do quimioreceptor no cérebro, prevenindo esses efeitos colaterais”, afirma.

Medicamento

Segundo ele, o que indica a reação à quimioterapia e o sucesso da acupuntura não é o tipo de tumor do paciente, mas sim o tipo de remédio quimioterápico que está sendo usado - alguns provocam mais efeitos colaterais do que outros, além disso, as reações dos pacientes são diferenciadas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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