Acordo prepara palanque único para Dilma em Minas

No momento em que a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganha musculatura, o PT e o PMDB em Minas Gerais formataram um acordo para que a pré-candidata petista conte com um palanque único no segundo maior colégio eleitoral do País. O principal sinal é o entendimento entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB).

Agência Estado |

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Costa conseguiu fazer valer sua proposta de que levantamentos internos definam o nome da base aliada que concorrerá à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB). Ontem, após participar de um evento com o governador tucano, o ministro disse que está "fechado" com a candidatura de Dilma e previu um "pronunciamento conjunto" dentro de duas semanas. "Estamos muito bem posicionados para fazer um entendimento." Porém, petistas e peemedebistas acreditam que a definição se dará somente depois de estabelecidas as chapas para a disputa pela Presidência.

O PT já demonstra resignação e abrandou o discurso em torno da candidatura própria. Ontem, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias - que também disputa a indicação do partido -, admitiu que estuda permanecer no ministério até o fim do governo caso sua pré-candidatura não se viabilize. Pimentel, por sua vez, encampou a tese do palanque único, como quer Lula. Ele defendia a possibilidade de dois palanques, mas para não ameaçar o acordo nacional com o PMDB já indicou que não fará da defesa da candidatura própria um cavalo de batalha.

Alencar

Os dois lados também minimizam a possibilidade de o impasse ser resolvido com a candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB). A estratégia irritou o PMDB, que viu nela uma rasteira nas pretensões do ministro. "Esse é um assunto que já está velho", disse Costa, salientando que o vice já manifestou o desejo de concorrer ao Legislativo. "Se ele estiver em condições de saúde, ele será candidato e vai ter apoio de todo mundo. Agora, eu acho que é pouco provável que o nosso querido vice se disponha a esse sacrifício", reforçou Pimentel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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