O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e líderes partidários fecharam um acordo para destrancar a pauta, hoje, e começar a votar uma série de projetos não considerados polêmicos. A lista contém 20 itens, que devem ser votados neste período eleitoral.

Na próxima semana haverá uma nova reunião para incluir mais propostas. "Foi um grande acordo, surpreendente", comemorou Chinaglia.

"Entraram projetos que não tinham dúvidas", disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE). A oposição também elogiou o acordo. "É uma boa pauta para as atividades da Câmara, para esta e a próxima semana", disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP).

Apenas o DEM resistia até ontem à idéia de suspender a estratégia de obstrução, mas ficou isolado. Desde a semana passada o PSDB e o PPS, também de oposição, suspenderam o uso de mecanismo de obstrução e buscavam um acordo para elaborar a chamada "pauta positiva" para a Câmara.

O presidente da Câmara informou que a proposta de emenda constitucional que muda a edição e tramitação de medidas provisórias será votada somente após o primeiro turno das eleições municipais. O DEM, que não quer a aprovação da proposta, ameaçava continuar em obstrução se essa emenda constitucional constasse da pauta positiva.

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