Acordo de Copenhague não é o esperado, diz embaixador brasileiro

COPENHAGUE (Reuters) - O acordo fechado entre alguns países na conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) ficou abaixo do esperado porque muitos temas ficaram em aberto e serão decididos apenas em 2010, disse nesta sexta-feira o embaixador brasileiro para questões climáticas, Sérgio Serra. Falando a jornalistas após reunião do presidente dos EUA, Barack Obama, com líderes do chamado BASIC --grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China-- Serra disse que um acerto prévio entre os cinco países foi muito importante para um pacto que englobe outras nações e para um eventual documento final da cúpula.

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"Não será o resultado que todos esperávamos, porque muita coisa deverá ser deixada para uma reunião ou uma série de reuniões que ocorrerão no ano que vem", disse Serra em entrevista coletiva após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter deixado a capital dinamarquesa rumo ao Brasil.

"Depois de uma negociação bastante intensa, e de consultas a assessores, chegou-se a uma redação que acabou sendo aceita", disse Serra.

"Essa terá sido, eu acredito, uma contribuição bastante importante para um eventual resultado que se saia de Copenhague", acrescentou.

Uma autoridade do governo norte-americano disse também após a reunião que o acordo era um "primeiro passo importante" para um acordo maior e que representava "um passo histórico à frente".

Segundo a autoridade dos EUA, o pacto entre os cinco países determina que nações ricas e pobres concordaram sobre "mecanismos financeiros", cortes de emissões de gases-estufa para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius e em "fornecer informações sobre a implementação de suas ações."

Mais cedo nesta sexta-feira, o presidente Lula fez um discurso duro na cúpula global pedindo que os países fizessem concessões para destravar as negociações previstas para terminar nesta sexta-feira.

Serra disse que Lula participou intensamente das negociações em Copenhague, realizando encontros com diversos presidentes e primeiros-ministros para tentar salvar um acordo.

(Reportagem de Jeff Mason, em Copenhague, e de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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