Acordo cria rede brasileira de pesquisa para medicamento contra câncer

A chance de encontrar a cura do câncer “made in Brasil” está mais próxima. Em reunião no início da semana, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) firmaram acordo com o objetivo de incentivar a produção nacional de remédios contra a doença que mata 325 pessoas todos os dias no País.

Agência Estado |

“O primeiro passo é criar uma rede integrada de pesquisa sobre o câncer”, afirma o presidente do CNPq, Marco Antônio Zago. “Assim, será possível fazer com que os laboratórios brasileiros andem com as próprias pernas e passem a desenvolver medicamentos realmente novos e nacionais.”

Atualmente, só em São Paulo, são realizados testes em pacientes com 89 novas medicações contra neoplasias. A maioria financiada por farmacêuticas estrangeiras com valor mínimo de US$ 500 milhões por ensaio. “Já temos competência científica para deixarmos de ser só parte de um consórcio internacional. Com recursos racionalizados, é possível baratear o custo de produção no País e democratizar o acesso de todos os brasileiros às pesquisas”, diz Zago. Segundo ele, em breve, será lançado um edital para apoiar pesquisas na área e estimular o envio de propostas para os Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação.

As melhorias proporcionadas aos pacientes que participam de testes com novas drogas contra o câncer, ainda que sejam conduzidas por laboratórios internacionais, já podem ser mensuradas. Escolhidos, especialmente, quando as terapias tradicionais não fazem mais efeito, alguns dos participantes aumentaram a sobrevida mesmo com um diagnóstico severo.

Benefícios

Para a coordenadora de oncologia clínica do Instituto Brasileiro Contra o Câncer (IBCC), Célia Tosello, o principal benefício de uma rede interligada de pesquisas nacionais é estender o alcance da tecnologia de ponta contra o câncer a todos os brasileiros. “Faz com que os melhores serviços não fiquem concentrados em uma só região e para um grupo de pessoas”, diz ela ao citar que só no IBCC estão em fase de testes 24 novos remédios contra o câncer, sendo14 de mama, três de tumores ginecológicos, quatro de próstata, 1 de sarcoma, 1 de cabeça e pescoço e 1 de pele. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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