Acompanhar pré-natal é gratificante para homens, aponta estudo

A Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo analisou a experiência de homens que acompanharam o pré-natal e buscou entender o que os levava às consultas, como se sentiam, como eram recebidos pelos profissionais que atendiam as mulheres e como os homens percebiam aquela experiência. A enfermeira e professora universitária Miriam Aparecida de Abreu Cavalcante demonstrou que esta presença pode ser extremamente gratificante para os futuros pais.

Agência Estado |

Mirim, em sua experiência profissional, observou que as mulheres são a maioria nas salas de espera dos serviços públicos de saúde. No caso de gestantes, é comum e considerado “aceitável” que a mulher vá sozinha aos postos de saúde realizar os exames pré-natais. As ocasiões em que se solicita a presença do companheiro são raras, geralmente para comunicar existência de doenças sexualmente transmissíveis ou de situações de risco para a saúde da gestante.

O estudo de Miriam foi realizado na maternidade e ambulatório Amparo Maternal, zona sul de São Paulo, onde a enfermeira percebeu uma maior quantidade de homens acompanhando as gestantes. Foram realizadas entrevistas com homens de diferentes profissões, níveis de escolaridade e faixa etária entre 21 e 35 anos de idade, residindo ou não com a gestante.

Os resultados mostraram que, ao acompanhar a mulher grávida nas consultas pré-natais, o homem vivencia o período da gestação no contexto das relações de gênero tradicionais e se prepara para a paternidade. Também apontaram que eles entendem não ser o foco da consulta, mas estarem lá apenas para dar suporte, revelando suas preocupações com a capacidade de prover financeiramente o sustento da criança, ajuda à mãe antes do parto e em como ele se sairá como pai.

AE

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG