Ações de proteção da Amazônia terão crédito de carbono

Ações para proteção da floresta amazônica vão passar a ser incluídas no mercado de carbono. Um acordo firmado hoje, em Macapá (AP), entre governo federal e governadores de nove Estados da Amazônia Legal prevê a possibilidade da concessão de benefícios para atividades de preservação, recuperação e proteção da floresta.

Agência Estado |

"Mas somente poderão acessar o mecanismo países que fizerem a lição de casa", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Pelo acordo, o comércio de créditos de carbono somente estaria disponível para contribuintes do Fundo Mundial para Adaptação e Mitigação. A concessão dos créditos também poderia ser usada para até 10% da meta assumida pelo país para redução da emissão de CO2. "Se o país tiver de reduzir 40% das emissões, o crédito pode contribuir para abatimento de apenas 4% na conta total", explicou o ministro.

Minc afirmou ter saído da reunião de "alma lavada". Além da inclusão da floresta amazônica no REDD - um pleito dos governos locais -, na reunião ficou acertado que governadores dariam apoio formal à meta defendida pelo MMA para que o Brasil apresente, durante a Conferência do Clima, o compromisso de estabilizar suas emissões de CO2 nos patamares de 2005 até 2020. A posição do MMA enfrenta forte resistência dentro do próprio governo, que considera a meta, além de ousada, pouco factível.

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