Nove procuradores da República no Pará ingressaram na Justiça Federal com ações coletivas, cobrando mais de R$ 2 bilhões de indenização por danos à floresta amazônica, além de fraudes e outras irregularidades, contra 107 empresas e 202 pessoas acusadas pelo desvio de 1,7 milhão de metros cúbicos de madeira. O que foi derrubado ilegalmente equivale a 71 mil carretas.

Caso sejam condenados, os acusados terão de reflorestar uma área de 364 quilômetros quadrados, equivalente à cidade de Curitiba.

As empresas que até 2007 deviam as maiores multas aplicadas pelo Ibama no Pará e as que se beneficiaram do esquema criminoso conhecido como Ouro Verde II, em que 30 pessoas foram presas por adulterações do sistema eletrônico de créditos florestais do Ibama, são os principais alvos das ações do Ministério Público. Metade delas sofre outras investigações ou aparece como ré em outros processos. Procurados, alguns denunciados não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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