ACM Neto se defende das críticas do deputado do castelo

BRASÍLIA - Acusado pelo deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) de perseguição política, o corregedor da Câmara, ACM Neto (DEM-BA), rebateu as acusações nesta quarta-feira alegando ter criado uma comissão de sindicância formada por deputados de cinco partidos para investigar as denúncias contra o colega. ¿Eu acho que o deputado partiu para o ataque porque não tinha como se defender¿, disse Neto.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Edmar Moreira responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara acusado de uso irregular da verba indenizatória. Ele era filiado ao DEM até o início do ano, quando foi expulso do partido após ter sido acusado de ter um castelo avaliado em R$ 25 milhões no Sul de Minas Gerais e não declará-lo no Imposto de Renda. 

A Comissão de Sindicância teve como presidente [ACM Neto] um homem diretamente interessado em ceifar o meu mandato. Que isenção é essa? Que legitimidade possui esse indivíduo para averiguar qualquer ato contra minha pessoa?, indagou Edmar Moreira em reunião do Conselho de Ética nesta quarta-feira.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também defendeu o trabalho da Mesa Diretora de ter encaminhado a denúncia protocolada pelo Psol à Corregedoria da Casa. A Mesa acatou uma manifestação muito adequada, por sinal, sem nenhum reparo. A Mesa emitiu um juízo de valor preliminar, até porque o juízo de valor definitivo é feito pelo plenário, disse o presidente.

Uma nova reunião do Conselho deve acontecer nesta quinta-feira. Edmar, contudo, só deve depor uma segunda vez ao Conselho na semana que vem.

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