Acidentes domésticos crescem 38% nas férias escolares em SP

Nas férias escolares o risco de acidentes domésticos crescem. Segundo informações da Secretaria de Saúde de São Paulo, o número de atendimento nos hospitais aumenta 38% para os casos de quedas, intoxicações e queimaduras entre jovens de 10 a 14 anos.

Agência Estado |

Os dados da secretaria apontam ainda que grande parte do problema está dentro de casa, nos brinquedos e pequenos objetos, além do manuseio de líquidos quentes e produtos tóxicos, principalmente os utilizados na limpeza doméstica.

Os afogamentos ocupam o primeiro lugar entre as principais causas externas de morte infantil, com 27,6% dos casos, seguidos por atropelamentos, com 25,7%; outros acidentes de transportes, com 18,5%; e sufocamentos acidentais, 16,8%. Quanto às internações, as quedas são responsáveis por 74,6% das ocorrências. Os atropelamentos significam 8,4% das internações, segundo lugar da lista. E, queimaduras levaram 5,7% das crianças e adolescentes ao hospital.

Em casa, atitudes simples podem ajudar a evitar os acidentes. A cozinha, por exemplo, merece atenção redobrada pelo registro de casos de queimaduras, segundo especialistas. Evite deixar acessível facas e outros objetos cortantes, além de redirecionar cabos de panelas para dentro do fogão para evitar esbarrões.

O local reservado para guardar material de limpeza e medicamentos também devem estar fora do alcance das crianças. Outro perigo comum é o armazenamento de desinfetantes e amaciantes em embalagens de refrigerantes. As tomadas precisam ser fechadas para evitar choques. E, ainda, orientar crianças sobre riscos de fios de rede elétrica.

Dicas

A Secretaria de Saúde de São Paulo elaborou uma lista com ações que os pais podem seguir para evitar os acidentes domésticos. Brinquedos e objetos devem ser recolhidos do chão; fixar tapetes com fita adesiva dupla-face ou dar preferência aos confeccionados com forro de borracha antiderrapante; secar imediatamente líquidos que tenham caído no chão; e fechar os acessos às escadas.

As brincadeiras na cama devem ser evitadas devido aos riscos de quedas e mau jeito; berços e camas das crianças devem ficar longe de janelas, que precisam ter dispositivos de segurança, como grades e redes. Menores de seis anos não podem dormir na parte superior do beliche.

AE

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