O tombamento do caminhão com 40 toneladas de açúcar, que provocou o intenso congestionamento ontem em São Paulo, foi o quarto grande acidente envolvendo caminhões na madrugada somente este mês. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) levou mais de 14 horas para liberar totalmente a pista da Marginal do Tietê e, às 9 horas, a lentidão na cidade chegou a 138 km, enquanto a média para o horário em setembro foi de 86 km.

Na semana passada, na Marginal do Pinheiros, uma carreta tombou próximo da Ponte Ari Torres e provocou 181 km de lentidão, o maior índice do período da manhã, desde o início das restrições para caminhões, em 30 de junho. O acidente ocorreu às 4 horas e o veículo só foi retirado após 6 horas. No dia 11, uma carreta com 14 toneladas de alimentos tombou na Marginal do Pinheiros e ocupou quatro das cinco pistas. A CET levou 6 horas para retirá-la. No início do mês, um caminhão carregado com engradados de cerveja derrubou toda a carga na pista expressa da Marginal do Tietê, provocando a interdição da via.

O caminhão com 800 sacas de açúcar, que tombou ontem, saiu de Ribeirão Preto e seguia para o Porto de Santos, no litoral sul. Por volta de 1h30, o motorista perdeu o controle do veículo, antes da bifurcação entre as pistas expressa e local, e o caminhão acabou tombando, derrubando carga na pista. O veículo só foi desvirado às 6h45 porque a operação tinha de ser feita com o veículo vazio.

Cerca de 25 pessoas, entre funcionários da companhia, da Subprefeitura da Lapa e carregadores da transportadora trabalhavam para descarregá-lo e liberar a primeira pista, o que aconteceu só 7 horas depois do acidente. A CET alega que o resgate da carga foi o que atrasou a operação. Em um comunicado, a Gerência de Marketing e Comunicação da CET informou que o acidente havia acontecido às 5h22. Segundo a Assessoria de Imprensa, foi um “problema interno” e não uma tentativa de mascarar a demora na ocorrência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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