Acidente na Linha Vermelha deixa quatro mortos no Rio

Um acidente envolvendo uma van e um reboque causou a morte de quatro pessoas e deixou pelo menos outras seis feridas na tarde de hoje na Linha Vermelha, no sentido da Baixada Fluminense, no Rio. De acordo com informações inicias do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, algumas vítimas foram levadas de helicóptero para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, e outras encaminhadas para o Hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense.

Agência Estado |

A van que levava alunos do Colégio Pedro II não tinha autorização para transportar estudantes. O acidente ocorreu por volta das 14 horas. Uma Topic parou por problemas mecânicos, próximo à sede da Infraero, na Ilha do Governador. O reboque da prefeitura chegou minutos depois e "empurrou" o veículo para o acostamento - procedimento feito justamente para evitar acidentes.

Raiane da Silva Souza, de 14 anos, Vinícius Lopes da Silva, de 11, Esther Reis Fernandes da Rocha, de 8, e André Lucas Couto Teles, de 7, morreram no local. Um menino negro, aparentando 12 anos, foi levado de helicóptero para o Hospital Miguel Couto, no Leblon. Ele sofreu múltiplas fraturas e respira com ajuda de aparelhos. O garoto seria irmão mais velho de André Lucas. Uma menina de 7 anos, sem documentos, está inconsciente no Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias. O estado dela é gravíssimo.

Os outros feridos internados no Hospital de Saracuruna foram Pedro H. S. S., de 10 anos, e Maria C. S. de O., de 7, ambos estáveis, em observação. No Hospital Getúlio Vargas (HGV), na zona norte, estão Gabriele M. S. S., de 10 anos, que quebrou as pernas, e Taissa C. S. L., de 9, em observação.

O motorista da van, identificado como Alberto, também estava no HGV. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde, ele estava lúcido e orientado, e aguardava para fazer tomografia de crânio. A delegada Leila Goular, da 37.ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) pretendia tomar o depoimento dele ainda nesta quarta.

De acordo com a delegada, o veículo não tinha autorização para levar alunos - não tinha a placa específica, nem a faixa amarela que identifica esse tipo de transporte, ou as portas nas duas laterais, como exige a legislação. Além disso, era emplacado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. "Ao que tudo indica, o motorista estava desatento, não viu o reboque parado. Não há nenhuma marca de frenagem no asfalto", informou Leila Goulart.

O motorista será indiciado por exercício ilegal da profissão, homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal culposa. Ele pode responder em liberdade, se pagar a fiança, ainda não fixada.

No Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do País, a notícia do acidente causou comoção. A direção da instituição decretou luto e hasteou a bandeira nacional a meio pau. Uma equipe de assistentes sociais foi enviada aos hospitais para auxiliar as famílias dos estudantes. O colégio não oferece transporte escolar e informou que a associação de pais tem um cadastro próprio de prestadores desse tipo de serviço.

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