MACAÉ - O corpo que pode ser do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em 20 de abril no Paraná tentando bater o recorde de vôo usando balões de festa, foi encontrado na quinta-feira a 100 quilômetros da costa de Maricá, no Rio de Janeiro, por um rebocador a serviço da Petrobras, informou a companhia nesta sexta-feira.

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O barco rebocador Anna Gabriela encontrou o corpo por volta das 16h de na quinta-feira no mar, ainda com aparatos de vôo, e chegou de madrugada à cidade de Macaé, também no Rio, onde o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) local.

O padre tinha saído da cidade de Paranaguá, no Paraná, com o objetivo de pousar em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Porém, os ventos teriam desviado o padre de seu percurso, levando-o para o mar.

O padre tinha como alvo, bater um recorde: voar por 20 horas usando balões de festa gigantes.

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1° vôo

Em 13 de janeiro deste ano, Carli realizou um vôo com a ajuda de 500 balões cheios com gás hélio. Ele saiu de Ampére, no sudoeste paranaense, atingiu 5.337 metros e desceu quatro horas e 15 minutos depois, a 110 quilômetros dali, em San Antonio, na Argentina.
Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um norte-americano.

Trabalhos na paróquia

A paróquia São Cristovão foi fundada em 14 de fevereiro de 2004 e é formada por treze capelas. Além de missas no local, o padre realiza um trabalho de evangelização junto aos caminhoneiros. Com a ajuda de um "caminhão-capela", a equipe também vai até postos de gasolina e conversa com os motoristas. "O padre trabalha muito, é muito atuante. Ele faz esportes radicais porque diz que não tem tempo para ficar na academia", afirmou a amiga Denise Gallas, coordenadora da Pastoral Rodoviária.

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