Enquanto o desvio de Gás Natural Veicular (GNV) aparece como a modalidade mais recente entre os criminosos que atuam em posto de combustíveis, batizar gasolina e álcool já é fraude bem mais conhecida. Segundo informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as investidas contra o crime na área surtiram efeito e diminuíram a incidência de combustível clandestino em São Paulo.

"Em 2007, 11% de toda a gasolina comercializada em São Paulo estava adulterada (resultados obtidos com análises de amostras). Depois de mais de dois anos de operações contínuas, reduzimos esse porcentual para 1,8%", afirma Alcides Amazonas, chefe de fiscalização da ANP no Estado de São Paulo. Segundo ele, 200 postos já foram interditados pela força-tarefa. "O combustível está melhor e mais protegido. Mas, se nós baixarmos a guarda, os fraudadores de álcool e gasolina voltam a atuar. A continuidade das operações é necessária", disse.

Além da ANP, o Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem) também participa das blitze de fiscalização dos postos de gasolina e álcool. De acordo com o instituto, no primeiro semestre deste ano 283 estabelecimentos foram autuados por abastecimento de quantidade menor do que o registrado nas bombas, lacres rompidos e falhas eletromecânicas. Segundo o Ipem, as bombas de combustível lideraram o ranking de queixas na Ouvidoria do órgão - que fiscaliza variados produtos, de papel higiênico a brinquedos, frutas e verduras -, com 282 denúncias no primeiro semestre (mais de uma por dia), que resultaram em 27 autos de infração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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