Ação em favela do Rio termina com 4 mortos e 22 presos

Uma operação da Polícia Civil em quatro favelas do Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou com quatro suspeitos mortos e 22 pessoas presas. O agente Wagner Rodrigues de Oliveira foi baleado, mas passa bem.

Agência Estado |

Na investida, 41 motocicletas foram apreendidas pela corporação, número que, para os policiais, vai provocar uma diminuição no volume de assaltos na região, já que as motos seriam usadas pelos bandidos para praticar os crimes.

Cerca de 200 policiais de cinco unidades foram mobilizados na operação. Eles chegaram a Manguinhos por volta das 6h30 e só saíram de lá ao meio-dia. Os traficantes reagiram à ação e houve longo tiroteio. Os moradores ficaram assustados. Dois criminosos foram mortos por uma das equipes que estava em solo e dois por policiais que estavam em um helicóptero. A troca de tiros foi tão intensa que escolas fecharam - mais de duas mil alunos ficaram sem aula. As obras nos canteiros do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram de ser paralisadas.

Nenhum morador ficou ferido, segundo a polícia. Além dos 22 presos - entre os quais está Rique , um dos suspeitos apontados como líder do tráfico em Manguinhos -, dois menores foram apreendidos. A maioria tem passagem pela polícia por roubo, de acordo com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Márcio Mendonça.

Armas

Os agentes encontram 25 armas, entre elas um fuzil, três metralhadoras, pistolas e escopetas, além de munições, lança-rojões (usados pelos traficantes para avisar da presença da polícia na favela) e material para preparação da droga. Eles também apreenderam quatro mil pedras de crack, 150 quilos de maconha e pequena quantidade de cocaína.

O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, que foi até a DRFA ver de perto o material recolhido, acredita que a grande quantidade de crack comprova "o avanço da droga no Rio". Os policiais também encontraram um equipamento usado para clonagem de cartões de crédito e dez carros roubados. O conjunto de motos recolhidas foi avaliado em R$ 1 milhão.

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