Ação do DEM e saúde devem pesar na opção de Sarney

Dois fatores devem pesar na decisão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre sua permanência ou não no cargo. Sarney, segundo um interlocutor, ficou muito abalado com a decisão tomada ontem pelo DEM, de propor que o senador se licencie do cargo enquanto durar a investigação que está sendo feita na Casa, com acompanhamento do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União.

Agência Estado |

O partido considerou o afastamento de Sarney importante para garantir à opinião pública a isenção e a credibilidade do Senado. O outro fator, segundo o mesmo interlocutor, seria uma recomendação médica.

O médico do presidente do Senado teria recomendado a sua saída do cargo diante do desgaste que a crise vem causando em seu estado de saúde. Amigos do senador disseram que ele está muito abatido e teria confidenciado que tem vontade de se afastar da presidência do Senado. Hoje pela manhã, em conversa com os seus filhos, Sarney teria manifestado a disposição de se afastar da presidência. Além de muito cansado, ele não quer ser identificado como um símbolo da crise no Senado, dizem as fontes.

Os aliados do senador trabalham para que Sarney não tome nenhuma decisão e tente ganhar sobrevida até a semana que vem. A ideia é transferir o desfecho do caso para depois do recesso parlamentar. Sarney conta com o apoio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que, a pedido do presidente Lula, lhe transmitiu um apelo para que não tome nenhuma decisão até hoje à noite, quando o presidente retornará da viagem à Líbia.

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