Ação do Bope em favela do RJ deixa quatro mortos

Quatro pessoas morreram hoje no quarto dia da ocupação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio. De acordo com o Hospital Getúlio Vargas, três homens deram entrada já mortos na unidade trazidos pelo carro blindado do Bope, conhecido como Caveirão, e o morador Marcelo Vieira Silva, de 21 anos, baleado na barriga no primeiro dia de ocupação, também morreu hoje.

Agência Estado |

Além deles, no início da noite de ontem um adolescente de 16 anos e um homem ainda não identificados morreram em troca de tiros com a polícia. Com o menor, segundo o Bope, foram apreendidos um rádio-transmissor e uma pistola. Quinze pessoas já morreram desde o início da operação na favela. No primeiro dia de ocupação, nove homens morreram ao troca tiros com os policiais.

"A situação na Vila Cruzeiro é de tranqüilidade. Os confrontos de hoje ocorreram no Morro da Chatuba, que é vizinho à favela. Agora podemos dizer que o conjunto de favelas da Penha está dominado", disse o comandante do Bope, coronel Alberto Pinheiro Neto. Segundo ele, a polícia apreendeu na Chatuba uma carabina, uma granada, maconha e um coquetel molotov de cinco litros feito em um garrafão de vinho.

O coronel disse que espera "dias mais calmos" nas favelas ocupadas, mas o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, já reconheceu que as favelas da Penha se tornaram um refúgio dos traficantes do Complexo do Alemão por causa das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) naquelas favelas. Apesar de pertencerem a mesma facção criminosa, o Comando Vermelho, as duas quadrilhas se desentenderam nos dias que antecederam o início do PAC no Alemão.

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