Ação contra desvio de verbas da Saúde no RJ detém 12

Subiu para 12 o número de pessoas detidas na operação deflagrada hoje pelo Ministério Público (MP) estadual e pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil do Rio, que desbaratou uma quadrilha que agia desviando recursos na Secretaria Estadual de Saúde durante a gestão da ex-governadora Rosinha Matheus (PMDB-RJ). Batizada de Pecado Capital, a operação, cujas investigações começaram há três anos, deteve o ex-secretário da Saúde do período, Gilson Cantarino, e o ex-secretário de Trabalho e Renda, Marco Antonio Lucidi.

Agência Estado |

Também foram presos a ex-subsecretária de Assistência em Saúde Alcione Athayde, que foi deputada federal e é prima do ex-governador Anthony Garotinho, e Itamar Guerreiro, que assessorou o ex-governador no período em que ele foi secretário de Segurança de sua mulher, Rosinha.

Os detidos são acusados de fazerem parte de um esquema que envolvia ONGs terceirizadas que, segundo o MP, teriam desviado R$ 60 milhões entre 2005 e 2006. A 21ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, que recebeu a denúncia do Ministério Público, expediu 14 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão de documentos, que começaram a ser cumpridos hoje de manhã no Rio, em Niterói e na Região os Lagos.

Os acusados respondem pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato e dispensa indevida de licitação. O casal Garotinho não quis se pronunciar, mas, através de sua assessoria de imprensa, ressaltou que não há nenhuma acusação direta contra eles e que se a investigação concluir que os acusados são culpados, eles devem ser punidos. O advogado Marcio Donicci, que defende o médico Mario Donato D' Ângelo, um dos presos, disse que seu cliente não tem nenhum envolvimento com o esquema.

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