Ação com 100 policiais deixa cinco mortos em Salvador

SALVADOR - Uma operação envolvendo 100 policiais militares e civis, deflagrada em reação ao assassinato de um policial, deixou cinco suspeitos mortos nesta terça-feira à noite no bairro periférico de Canabrava, em Salvador.

Agência Estado |

O policial civil assassinado, José Carlos Gonçalves Teixeira, de 52 anos, integrava a Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia e investigava o tráfico de drogas na região quando foi descoberto pelos criminosos, torturado e executado com dois tiros na cabeça. Seu corpo foi jogado de uma ribanceira.

Entre os suspeitos mortos na megaoperação policial estão três irmãos, Edmilson, Manoel e Rogério Ferreira, de 22, 23 e 24 anos, respectivamente. Eles foram alvejados em casa, em uma suposta troca de tiros. A mãe deles, Maria da Conceição Ferreira, nega que eles estivessem armados. Ela reconhece que dois de seus filhos eram usuários de drogas, mas diz que eles não estavam ligados ao tráfico. "Eles não estariam em casa se estivessem envolvidos", garante. "Quando eles (os policiais) chegaram em casa, mandaram que eu saísse e mataram meus filhos."

O secretário da Segurança Pública, César Nunes, nega abusos na operação. "Houve o confronto e a polícia buscou prender as pessoas envolvidas", diz.

A delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Emília Blanco, afirma que a corporação vai fazer todos os exames para provar que houve tiroteio entre policiais e criminosos. "É nossa obrigação e um direito das famílias."

Segundo a SSP, na operação foram apreendidas seis armas - três revólveres, uma submetralhadora, uma pistola e uma carabina -, 12 quilos de maconha, 300 gramas de cocaína e uma balança de precisão. As investigações sobre o tráfico na região, de acordo com Nunes, vão continuar.

Ônibus

Também na noite de terça-feira um grupo de 50 pessoas destruiu dois ônibus coletivos, lotados de passageiros, em um ponto de ônibus no bairro da Engomadeira. Os veículos foram cercados e atacados, com pedaços de madeira e pedras, quando pegavam mais passageiros. De acordo com a SSP, a ação foi uma reação da comunidade à morte, na segunda-feira, de um traficante do bairro. Duas pessoas foram presas.

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