Prefeito de São Paulo diz que há "pressões muito grandes" do governo de São Paulo, chefiado por Geraldo Alckmin, contra partido

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , disse nesta quinta-feira que as denúncias de irregularidades na formação do seu novo partido, o PSD , foram feitas por "abutres de plantão" que querem impedir a sigla de disputar as eleições de 2012.

O prefeito Gilberto Kassab
Futura Press
O prefeito Gilberto Kassab

"Todos sabem que existem aqueles que trabalham contra o nascimento do partido, aqueles que são contra a democracia e estão com saudades do tempo da ditadura", afirmou o prefeito. O PSD é investigado pela Justiça Eleitoral de Santa Catarina, São Paulo, Amazonas e Bahia por coleta de assinaturas supostamente falsas. Foram encontradas nas listas de apoio a fundação do partido rubricas de pessoas mortas, presas ou que disseram não ter assinado. A legenda precisa de 492 mil assinaturas em pelo menos nove Estados para conseguir a inscrição.

O jornal "Folha de S. Paulo" revelou nesta quinta-feira que o PSD usou atas idênticas para descrever a reunião de fundação da sigla em municípios diferentes. Há documentos iguais em pelo menos quatro cidades de São Paulo, quatro do Rio Grande do Norte, três de Santa Catarina e quatro de Goiás.

"O que existe é orientação jurídica para que não haja nenhum equívoco na elaboração das atas", justificou o prefeito. Kassab disse ainda que está incentivando os prefeitos do Estado de São Paulo a "ficarem a vontade" para não irem ao PSD. No começo do processo de criação do partido, dizia-se que haveria uma saída em massa do DEM, ex-partido de Kassab.

"Tem pressões muito grandes do Executivo estadual (controlado por Geraldo Alckmin, do PSDB, que trabalha contra a formação do PSD). São prefeitos amigos nossos que precisam de boa convivência com o governo do Estado e não tem sentido deixarmos eles numa situação desconfortável", declarou Kassab.

(Raphael Di Cunto | Valor)

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