Absolvido fazendeiro acusado de mandar matar Dorothy

Acusado de ser o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi absolvido pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri.

Agência Estado |

O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado.

O que pesou na absolvição de Bida, condenado a 27 anos de prisão no primeiro julgamento, realizado no ano passado, foi o depoimento do pistoleiro favorável ao fazendeiro, assumindo sozinho a autoria do crime. Fogoió descartou um possível mandante, dizendo ter planejado e executado o crime. A defesa de Moura festejou a absolvição juntamente com os familiares do fazendeiro.

O promotor sustentou contra Bida e Fogoió a acusação do homicídio qualificado, com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Também afirmou que o crime foi praticado mediante promessa de pagamento. Ele denunciou da tribuna as ameaças que vem sofrendo, dirigidas a seus familiares. "Essas ameaças, feitas por telefonemas anônimos, vêm ocorrendo há cerca de um ano", disse Souza. O advogado Eduardo Imbiriba, defensor de Moura, viu coroada sua tese de negativa de autoria. Ele foi categórico ao dizer que não existe nenhuma prova concreta no processo que incrimine o fazendeiro. Segundo Imbiriba, houve contradições no inquérito policial que favoreceram Bida.

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