Aborto pode deixar de ser crime no Uruguai

Após 12 horas de intensos debates, a Câmara de Deputados do Uruguai aprovou ontem, por apenas um voto de diferença, a lei de despenalização do aborto. Do lado de fora do Parlamento, em Montevidéu, milhares de pessoas manifestavam-se a favor e contra a aprovação.

Agência Estado |

A sessão teve de ser interrompida durante 40 minutos por causa de uma ameaça de bomba, fato fora do normal na costumeiramente pacata vida política uruguaia.

O projeto terá de retornar ao Senado (onde havia sido aprovado dias atrás), uma vez que sofreu alterações. Se for novamente aprovado na Câmara Alta, o texto será lei. O projeto estipula que toda mulher uruguaia - ou as estrangeiras residentes no Uruguai - terão o direito de interromper sua gravidez nas primeiras 12 semanas de gestação. Até o momento, a lei vigente só admite a interrupção da gravidez em caso de estupro ou de risco de vida da mãe. A lei atual prevê a pena de prisão para os autores do aborto.

O arcebispo de Montevidéu, Monsenhor Nicolás Cotugno, ameaçou excomungar os parlamentares que aprovassem a despenalização do aborto. O presidente da República, o socialista Tabaré Vázquez, cuja esposa é fervorosamente católica, já deixou claro que pretende vetar o texto. Caso mude de idéia, o Uruguai se transformará no primeiro país da América do Sul a não penalizar o aborto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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