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Abin institucionalmente não fez escutas no Supremo, diz Félix

BRASÍLIA - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Jorge Félix, disse na CPI dos Grampos que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), não fez e não faz escutas telefônicas. Dessa forma, ela não poderia, institucionalmente, ser a responsável pelos grampos contra o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. Certamente a Abin, como instituição, não fez e não faz essa escuta.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Félix ainda destacou que, sempre que uma possibilidade de crime é identificada e grampos se fazem necessários, o material da investigação é enviado para a Polícia Federal, que passa a tomar conta do caso.

"A interceptação telefônica só é permitida quando há suspeita de atividade criminosa. Quando há essa suspeita [o caso] sai da Abin e vai para a PF. Se nós detectamos a probabilidade de ocorrência de atividade criminosa nós repassamos para a PF, que é sua atribuição, fazer esse trabalho, e não mais da Abin", disse.

Questionado sobre essa colaboração, e se é comum que a PF retorne informações para a Abin sobre casos que foram iniciados na Agência, Félix disse que cada situação é diferente.

"Não necessariamente [voltam as informações]. A partir do momento que repassamos o trabalho feito na Abin para a PF, passa a ser responsabilidade dela, se ela precisar de apoio, dentro do escopo da Abin, a Abin vai apoiar", disse.

Já sobre a cooperação entre a Abin e a PF na operação Satiagraha, muito questionada por supostamente estar fora das atribuições das duas instituições e não ter sido comunicada às chefias, Félix respondeu que tudo começou no nível regional, dos agentes, e que chegou, sim, ao conhecimento dos superiores.

"[A cooperação] Começou com os agentes regionais, e depois chegou aos sub-diretores. A medida que a operação foi exigindo mais apoio e mais agentes, foi subindo, e chegou ao adjunto [Milton Campana, na Abin] que, de certa forma, fez a coordenação dessa colaboração", disse. "A cooperação se deu na área de análise e de levantamento de endereços, coisas desse tipo", completou.

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