Aberto há dois meses, parque em SP está abandonado

Inaugurado há pouco mais de dois meses, o Parque Leopoldina-Villas-Bôas, na zona oeste de São Paulo, pode ser fechado. Prefeito e governador participaram da entrega da área, no dia 7 de janeiro, mas a obra não estava concluída.

Agência Estado |

Hoje, o abandono é visto por todos os lados. Por isso, o Conselho Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz (Cades) da Lapa vai solicitar o fechamento da unidade, até que ela esteja em condição de funcionamento.

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, que investiu R$ 2,5 milhões no local, admite que a área está com "problemas de manutenção" (leia abaixo). No dia da inauguração, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que "com a entrega, vamos atingir a marca de cem parques abertos na cidade até o fim da gestão".

No local, o mato está tão alto que em alguns pontos impede a passagem das pessoas. Lixo e garrafas PET estão espalhados. Os 12 banheiros químicos estão tomados pela sujeira e os dois bebedouros, quebrados. O mesmo ocorre com os equipamentos para uso da terceira idade. Os únicos quatro bancos de madeira estão no meio do matagal.

Na semana passada, o Cades concluiu que fechar o Parque Leopoldina-Villas-Bôas é a melhor alternativa, já que o local não oferece condições de segurança aos usuários. "Esse parque é uma conquista, mas do jeito que está não tem nenhuma condição de funcionamento", diz o conselheiro do conselho Reinaldo Holdschip.

Os oito conselheiros do Cades vão pedir oficialmente, na semana que vem, o fechamento à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e notificar também o governo do Estado, parceiro na construção da área de lazer.

Defesa

Em nota, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente informou que o parque está na primeira fase de implementação. O documento informa que realmente está havendo problemas na manutenção. "A Prefeitura ainda não pôde licitar a manutenção, pois ainda não foi concluído o procedimento jurídico com o governo estadual formalizando o convênio que vai permitir que a Prefeitura assuma a administração da área e faça as licitações necessárias para manutenção."

De acordo com a pasta, o termo para realizar a licitação está pronto. Enquanto o processo não é concluído, a secretaria afirma que estão sendo feitas limpezas emergenciais acertadas com a Sabesp, que era dona do terreno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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