A volta ao trabalho na Terceira Idade Por Gilberto Amendola São Paulo, 06 (AE) - Irene Paulina da Silva, de 60 anos, está sentindo um friozinho na barriga. A ex-costureira, diarista e copeira está entre os 33 idosos selecionados pelo projeto do Metrô de São Paulo batizado de Experiente Cidadão.

"Estou ansiosa. É normal. Sempre fico assim quando tem alguma novidade na minha vida. Mas me sinto preparada e quero progredir lá dentro", comemora Irene.

Desde a última segunda-feira (03), os 33 idosos ajudam na orientação e no atendimento aos passageiros das estações Sé, Ana Rosa, Tatuapé, Santana e Saúde. "Nós sentimos que os usuários de idade se sentem mais à vontade quando lidam com pessoas da mesma faixa etária", diz o gerente de Recursos Humanos do Metrô, Fábio Nascimento, de 52 anos.

Os idosos informam aos usuários sobre as linhas da rede, embarque preferencial, itinerários de ônibus, ruas do entorno da estação, uso de escada rolantes e elevadores. Estão em pontos fixos e podem ser identificados pelo uniforme. O projeto é uma parceria com a Secretaria de Assistência Social. "Todos ficam em guichês. Não seria conveniente deixar os idosos em pé durante o expediente", emenda Nascimento.

Foram entrevistados 250 idosos para o preenchimento das 33 vagas. Os selecionados têm mais de 60 anos e ensino fundamental incompleto. Outra característica comum é o fato de participarem do programa Renda Cidadão, do governo do Estado. "Nós selecionamos aqueles com maior facilidade de comunicação e que retêm melhor as informações", explica Nascimento.

Cada um receberá bolsa-auxílio de R$ 137, 60, mais R$ 60 de Bolsa Cidadão, além de cesta básica, vale alimentação e vale transporte. Depois de seis meses, a bolsa-auxílio subirá para R$ 206,40. A idéia do Metrô é ampliar o serviço para todas as suas estações.

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