A visão dos bebês

A visão dos bebês Por Por Daniella Fairbanks (*) São Paulo, 15 (AE) - Assim que os bebês nascem ainda não têm a capacidade de enxergar e apenas percebem luz e vultos, sem muitos significados. Mas junto com o crescimento da criança, a visão vai se desenvolvendo.

Agência Estado |

Por volta dos cinco anos de idade, os pequenos já enxergam como os adultos. Por isso os oftalmologistas acreditam nos tratamentos precoces, isto é, quando a visão ainda está em desenvolvimento fica mais fácil corrigi-la.

Os pais devem ficar atentos, logo após o nascimento, com o aspecto dos olhos dos filhos. Principalmente se o recém-nascido apresentar mancha branca nos olhos (reflexo esbranquiçado nas fotos), desvio ocular após 4 a 6 meses, lacrimejamento excessivo, olhos maiores que a média, ou perceber que a criança se incomoda excessivamente com a claridade. Isso pode ser sinal de algum distúrbio grave. Mas geralmente, o próprio pediatra examina e verifica se está tudo bem.

Nos primeiros dias de vida o pequeno conseguirá enxergar dentro de um alcance de 20 a 25 cm, que é uma explicação para seu interesse precoce pelo rosto de sua mãe. Mas quando você se afasta, seus olhos podem vagar, dando-lhe uma aparência estrábica (considera-se normal até quatro a seis meses). Não se preocupe com isso. À medida que amadurecem os músculos dos olhos, ambos permanecerão focados na mesma coisa, ao mesmo tempo. Embora um recém-nascido possa distinguir a luz do escuro e responder a padrões de preto e branco, provavelmente não conseguirá ver em cores antes da idade de 4 ou 5 meses.

Quando ocorre desvio dos olhos e um olho não acompanha o outro chamamos de estrabismo. Se esse problema persiste após os 6 meses de vida, um oftalmologista deve ser procurado para uma avaliação mais detalhada. Existe o estrabismo de causa motora, onde os músculos oculares não conseguem fazer a mesma força para mover cada olho levando a um desvio; e o de causa acomodativa, onde há a presença de um erro refracional (miopia hipermetropia e astigmatismo).

As altas hipermetropias, grandes diferenças de grau entre os olhos, são as maiores responsáveis pelo estrabismo e se não corrigidas a tempo podem deixar um dos olhos, ou mesmo ambos, com baixa de visão para sempre (=amblíopes, popularmente chamados de olhos preguiçosos). É importante salientar que se a criança enxerga bem de um dos olhos, quase nunca se queixa, pois para ela isso é o normal. Por isso orientamos as mães a testarem, durante as brincadeiras, a visão de seus filhos, ocluindo um deles alternadamente. Assim terá idéia se os dois olhos estão iguais. Devemos salientar que quanto mais precoce o tratamento mais funcional ele será. Por isso deve-se levar as crianças ao oftalmologista por volta de 1 ano e meio de vida, não importando o fato dela ainda não saber ler.

(*) Dra.Daniella Fairbanks é chefe do Pronto Socorro de Oftalmologista da unidade Itaim do Hospital São Luiz

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