¿A velhice é para os outros¿, afirma Domingos Oliveira, diretor de ¿Juventude¿

GRAMADO ¿ Destaque de hoje na mostra competitiva do 36º Festival de Cinema de Gramado, ¿Juventude¿ não é o título mais provável para um filme que coloca em cena três atores na faixa dos 70 anos.

Fabio Prikladnicki |

Eu poderia dizer que é um filme sobre a maturidade, sobre a velhice. Mas é um filme sobre a perplexidade, disse o diretor Domingos Oliveira, ao lado de Paulo José, seu amigo pessoal e com quem contracena no filme. Aderbal Freire Filho completa o trio de atores-amigos. Eu me sinto com sete anos, e não com 70. A velhice é para os outros, declarou Oliveira, 71.

O diretor de Todas as Mulheres do Mundo (1967) está em um momento de reflexão, e seu mais recente trabalho é fruto disso. É diferente de tudo que fiz. É um filme de homens, enquanto meus outros filmes foram sempre de mulheres.

Juventude mostra três amigos, em uma casa, conversando sobre amizade, paixão e maturidade durante 75 minutos. Paradoxalmente, é um trabalho que o cineasta considera que pode ter apelo junto ao grande público. Prefere, inclusive, rotulá-lo como comédia. Todos os personagens têm senso de humor, explicou.

Reflexões dos personagens, mas que também poderiam ser dos artistas que os interpretam. Acho que a gente envelhece, sim. Não sou tão poético como o Domingos, disse Paulo José, 71. Hoje eu aproveito o dia o melhor que posso. Quando somos jovens, somos um pouco inconseqüentes no uso do tempo, concluiu.

Juventude será exibido hoje, no Palácio dos Festivais, junto com o longa mexicano Cochochi, de Israel Cardenas e Laura Guzman.

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