A três anos da Copa, estádio de Minas investe só 2% do previsto

Secretário diz que gasto está dentro do cronograma e que terceira fase do projeto deve consumir a maior parte dos recursos

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A dois anos para o término do prazo das obras de reforma e modernização do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, apenas 2% dos recursos totais previstos foram empregados.

Do total de investimentos, de cerca de R$ 700 milhões, apenas R$ 12 milhões foram investidos, de acordo com informações de Sérgio Barroso, à frente da Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo de Minas Gerais. Antes, Barroso foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas.

Barroso disse que duas etapas já foram cumpridas e que a terceira etapa, em andamento desde janeiro deste ano, é a mais dispendiosa. A previsão é de que o estádio esteja pronto até 31 de dezembro de 2012. Apesar do ainda tímido investimento de recursos, Barroso disse que "o Mineirão é o estádio que está mais adiantado para a Copa de 2014" e a intenção é fazê-lo cenário de abertura da competição.

O secretário reuniu a imprensa nesta terça no Mineirão para mostrar o andamento das obras, que está sendo questionada na Justiça. 

Na última sexta-feira, a juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da comarca de Belo Horizonte, Riza Aparecida Nery, suspendeu a realização do pregão presencial para contratação de serviços de fiscalização das obras no Mineirão. A medida atendeu uma reivindicação do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), que alegou problemas na forma como o governo do Estado procede para contratar a fiscalização. Enquanto o Estado pretendia contratar por critério de preço, para agilizar o processo, o Sinaenco alega que a seleção deve ocorrer pelo critério de melhor técnica ou técnica e preço, sob risco de comprometer a qualidade das obras.

Barroso nega que a suspensão da licitação vá provocar atrasos. "Não vai atrasar. É uma suspensão temporária e nós vamos continuar trabalhando. Se a lei nos obrigar a fazermos por preço e técnica, faremos. A Advocacia Geral do Estado está trabalhando nesta questão e o Estado tem capacidade de fazer a fiscalização temporariamente", afirmou o secretário.

As obras no Mineirão são de responsabilidade de um consórcio e as empresas envolvidas terão 25 anos para operar e recuperar os investimentos de dois anos de obras no estádio. O modo como as empresas irão operar ainda não foi definido. O consórcio responsável, o Minas Arena, engloba a Construcap, Hap Engenharia e Egesa Engenharia.

Barroso também comentou a respeito da ampliação da capacidade do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, outra intervenção prevista dentro das ações relacionadas à Copa 2014. Ele disse que, até o próximo dia 21, será publicado edital que permitirá o início da expansão do terminal 1 do aeroporto, hoje com capacidade média de 5 milhões de passageiros por ano: "Com a expansão do terminal 1 e parte da expansão do terminal 2 teremos a capacidade ampliada para 13 milhões."

    Leia tudo sobre: Copa 2014Minas GeraisBelo HorizonteMineirão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG