A ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) deixou a pasta nesta semana para disputar a sucessão presidencial em outubro. Novata na disputa, Dilma deve enfrentar o ex-governador de São Paulo José Serra, que acumula na bagagem política duas vitórias em São Paulo, na prefeitura e governo, e uma derrota na eleição presidencial para o padrinho de Dilma, o presidente Lula.

Desde o primeiro mandato de Lula, Dilma esteve presente no primeiro escalão do ministério, onde ganhou fama de durona por distribuir broncas aos assessores.

Natural de Belo Horizonte, Dilma, de 62 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi secretária de Fazenda da prefeitura de Porto Alegre (1986-1988), na gestão de Alceu Collares; e por duas vezes secretária estadual de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul, nas gestões estaduais de Collares (1993-1994) e do petista Olívio Dutra (1999-2002).

A ex-ministra  iniciou sua militância política aos 16 anos, em 1964, em Belo Horizonte, como simpatizante da organização de esquerda conhecida como Política Operária (Polop), na luta contra a ditadura. Com a divisão da organização em duas linhas, em 1967, Dilma fez parte da frente a favor de ações armadas, o Comando de Libertação Nacional (Colina).

Já pela Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), em 1970, Dilma foi presa e torturada pelo regime ditatorial, em São Paulo.

Após mudar-se para Porto Alegre, em 1973, passou a fazer campanha em favor do então MDB, partido de oposição ao regime militar.

Em 1980, ajudou a fundar o PDT, legenda à qual permaneceu filiada até 2001, quando passou a integrar os quadros do PT. Convidada para Minas e Energia em 2003, permaneceu à frente do ministério até junho de 2005, quando assumiu a Casa Civil. Ela substituiu o ex-ministro José Dirceu, acusado de operar o esquema do mensalão.

AE
Dilma Rousseff é pré-candidata do PT à Presidência

Dilma Rousseff é pré-candidata do PT à Presidência

No final de 2008, o presidente Lula lançou a candidatura de Dilma para a imprensa durante um café da manhã com jornalistas e desde então vem trabalhando para fazer da ex-ministra a sua sucessora.

Em fevereiro, o PT indicou por aclamação a ministra para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição presidencial de outubro. A oficialização do seu nome como candidata, no entanto, só acontece na convenção do partido, em junho.

Com Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.