A Torre Eiffel é celebrada em seus 120 anos

Símbolo de Paris e da França, o monumento pago mais visitado do mundo, a Torre Eiffel festeja agora em maio seus 120 anos com uma série de manifestações, entre elas uma exposição em seu interior que conta sua epopeia de criação.

AFP |

Pintada de novo, a silhueta alongada cortando o céu parisiense desde 15 de maio de 1889, construída para a Exposição Universal, domina para sempre a cidade no alto de seus 300 metros, acolhendo cerca de 7 milhões de visitantes por ano e celebrando a posteridade de seu autor Gustave Eiffel.

Iluminada à noite, cintilando suas 20.000 lâmpadas, ela reencontrou seu brilho habitual após ter sido ornamentada com um azul escuro durante seis meses em 2008, durante a presidência francesa da União Europeia.

Mas não foi sempre uma unanimidade. Em 1887, artistas, entre eles Guy de Maupassant, Charles Garnier e Charles Gounod vilipendiavam o projeto ao qual chamavam de a "inútil e monstruosa Torre Eiffel".

O próprio Gustave Eiffel foi ele próprio, no início, reticente sobre este projeto metálico de dois de seus engenheiros, Maurice Koechlin e Emile Nougier, assumido a ideia depois do embelezamento feito pelo arquiteto Stephen Sauvestre.

O inventor genial jamais imaginou talvez a que ponto sua torre iria tornar-se uma estrela internacional, "uma das maravilhas do mundo" segundo o pintor Robert Delaunay que a imortalizou, assim como Raoul Dufy. Pode-se admirar uma série de "36 vistas da Torre Eiffel" (1888-1902) de Henri Rivière, à maneira das 36 vistas do Monte Fuji.

Uma exposição contará, de 15 de maio a 31 de dezembro, "a epopeia da torre Eiffel", no 1º andar e nas escadarias do monumento.

Caroline Mathieu, curadora do museu d'Orsay e encarregada de uma outra exposição realizada no Hôtel de Ville de Paris, de 7 de maio a 29 de agosto, em homenagem a "Gustave Eiffel, o mágico do ferro", insiste sobre a beleza da torre "resultante do jogo da estrutura com o vento".

Maquetes da Torre, em metal, e em alabastro ornado, recebem o visitante. Fotos da "montagem", com um guindaste gigante, com andaimes até o primeiro andar tendo o Trocadéro como cenário, enquanto que, do lado do Sena, foi preciso instalações de ar comprimido para estabilizar o solo: uma série de fotos e de documentos de trabalho dos arquitetos podem ser consultados.

As peças de ferro fundido chegavam em partes montadas, com a mesma técnica já experimentada pelo engenheiro Eiffel na ponte sobre o Douro em 1877. Eiffel também construiu o viaduto de Garabit (122 metros sobre uma torrente), a estrutura interna da estátua da Liberdade de Bartholdi que domina Nova York, o observatório de Nice...

Com a reputação manchada por um escândalo de corrupção durante a criação do canal do Panamá, Eiffel iniciou uma segunda carreira científica aos 70 anos, lançando um laboratório aerodinâmico em sua Torre, depois na rua Boileau onde trabalhou para Bréguet ou Blériot, inventando, em 1917 um avião de caça rápido.

Visionário, como Jules Verne, ele tinha desde 1890 um projeto "de metrô, com estações subterrâneas e aéreas" assim como um projeto de "ponte submarina para a travessia do canal da Mancha entre Folkestone e cabo Gris Nez...

Uma parte da exposição (gratuita) mostra, também, um Eiffel na intimidade, burguês, pai de cinco filhos e infatigável empreendedor, que morreria aos 91 anos de idade.

jmg/so/sd

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