À revelia de ala pró-Serra, cúpula do PMDB define convenção

BRASÍLIA - Está definido. A cúpula do PMDB decidiu mesmo antecipar para 6 de fevereiro a data da convenção do partido que renovará sua diretoria. O movimento declara guerra à ala interna que apoia a oposição nas eleições deste ano.

Reuters |

Esse grupo defende o calendário original de 6 de março. A Executiva Nacional da legenda, liderada pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), presidente licenciado da legenda, ratificará a data na tarde desta quarta-feira.

Até a véspera, ainda havia dúvidas sobre a agenda da convenção, já que setores pró-candidatura à Presidência do governador José Serra (PSDB-SP) prometem brigar na Justiça.

Nessa disputa interna, está em jogo a opção por um projeto político, com poder de inviabilizar a desejada unidade do partido em torno de um candidato.

"Esse grupo (oposicionista) é distoante da maioria dos diretórios estaduais do PMDB, dos deputados, senadores e dos governadores que apóiam Michel Temer", disse à Reuters o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). "Não vamos deixar que a espinha dorsal do PMDB seja quebrada".

Temer no comando

Na convenção, Temer deve ser reconduzido ao comando do PMDB. Ele é um dos cotados à vaga de vice da ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata do governo à sucessão presidencial.

Na avaliação do entorno de Temer, a convenção em março significaria sangrá-lo por 30 dias. Ele tenta mostrar força interna ao mesmo tempo em que encontra resistências no PT para que faça parte da chapa nacional.

Com esse fim, há outros nomes no jogo: o ministro Helio Costa (Comunicações) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ambos da ala governista. Não há, porém, consenso no Palácio do Planalto sobre essa opção.

Na trincheira que flerta com tucanos estão os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS); os governadores Luiz Henrique (SC) e Roberto Requião (PR), além de Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista. São eles quem prometem buscar o amparo da Justiça para manter a disputa política em alta fervura.

Até agora, ninguém lançou um nome para concorrer à vaga contra Michel Temer.

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