A postura da mulher

A postura da mulher Por Patrícia Lacombe* São Paulo, 05 (AE) - Durante toda sua existência, as mulheres passam por profundas transformações em seus corpos de acordo com cada fase. É possível diagnosticar cada mudança, as naturais e as fisiológicas, de acordo com a faixa etária e o momento de vida.

Agência Estado |

Além das mudanças, muitas patologias também são descobertas ao longo dos anos e da qualidade de vida de cada uma, mas um fato já foi constatado, muitos problemas são comuns entre elas.

Nos últimos anos o número de mulheres com problemas de coluna cresceu vertiginosamente. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Lacombe, centro de referência nacional em patologias posturais, 43% das mulheres apresentam dores nas costas devido às hérnias de discos.

Desde a infância, a propensão de desenvolvimento de patologias posturais é maior entre as meninas. A incidência de escolioses, patologia do crescimento, aparece numa proporção de 3 meninas para 1 menino. Durante a fase de crescimento e início da puberdade, as transformações nas meninas são mais significativas levando também a uma transformação na sua parte psíquica. O crescimento das mamas e a chegada da menstruação revelam grandes alterações hormonais que podem interferir nas curvaturas da coluna, principalmente na região lombar.

Além disso, em nenhum momento as crianças são orientadas por seus pais ou professores quanto a maneira correta de sentar na carteira de estudo, de carregar sua mochila, de usar o computador, ou seja, a maneira correta de se posicionar durante suas atividades do dia a dia. Com a maturidade, inicia-se a entrada no mercado de trabalho e além de cumprir com suas responsabilidades, a mulher se mantém bela o dia todo sobre o salto alto, um grande vilão da postura se o corpo não for recompensado.

Coincidentemente, ou não, é nessa mesma fase que a mulher inicia a construção da família. Ela se casa e planeja a chegada do seu primeiro bebê. Novamente uma fase de grandes transformações corporais.

Passado o período de licença, a mulher retoma seu posto de trabalho e agora sim vivencia a dupla jornada. Além de sua extensa carga horária, ainda precisa cuidar da casa, da criança, da família, e estar sempre bonita e disposta. O estresse do acúmulo dessa rotina pode resultar numa fibromialgia, outra patologia com maior incidência na população feminina, que se manifesta por dores musculares espalhadas pelo corpo, episódios de insônia e ansiedade.

Após os 45 anos, a mulher passa por outra transformação profunda, principalmente no que diz respeito à questão hormonal. É chegada a menopausa, fase em que ocorre uma interferência no tônus muscular com consequente enfraquecimento dos ossos e risco de osteoporose. Além disso, com os desalinhamentos das estruturas do corpo, dificulta cada vez mais a circulação sanguínea e a mobilidade de algumas regiões, necessitando de um trabalho que auxilie o retorno venoso.


Para tentar amenizar esses problemas várias técnicas e tratamentos foram criados dentre eles o Método Ehrenfried - Ginástica Holística - trazido da França. O tratamento nada mais é que um trabalho de correção postural que atua sobre três pilares: o equilíbrio (das massas musculares, estímulo do sistema labiríntico e olhos), a respiração (função primordial que fica alterada quando a postura esta desalinhada) e o tônus muscular (fundamental para sustentação da postura).

Essa metodologia já é aplicada no Brasil há 19 anos com excelentes resultados. De acordo com dados do Instituto Patricia Lacombe, em São Paulo, 94% dos clientes que chegam à clinica com alguma dor postural são recuperados. Isso graças aos exercícios que podem ser repetidos pelo paciente quantas vezes necessário, em casa ou no trabalho. Essa liberdade é a marca e o sucesso do Método que pode ser aplicada em qualquer fase da vida da mulher atendendo suas necessidades específicas, trazendo assim a verdadeira qualidade de vida!

* Patricia Lacombe é fisioterapeuta, com formação em GH na França, e hoje única representante e formadora da metodologia na América do Sul, além de presidente da Associação Brasileira de Ginástica Holística (ABGH).

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