À frente do Mercosul, Brasil quer decidir TEC e incluir Venezuela

RIO DE JANEIRO - As prioridades do Brasil na presidência temporária do Mercosul serão eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), apoiar as pequenas e médias empresas e concluir a adesão da Venezuela ao bloco, disse o chanceler brasileiro nesta segunda-feira. Em discurso no parlamento do Mercosul nesta segunda-feira, Celso Amorim destacou como tarefa prioritária eliminar a dupla cobrança da TEC - imposto para produtos de fora do Mercosul, entre os países do bloco. O Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco comercial em 1º de julho.

Reuters |

"O Brasil está firmemente empenhado em que o Mercosul dê esse passo no corrente semestre", disse Amorim, que vê na solução do problema passo fundamental para consolidar a união aduaneira.

"A eliminação da dupla cobrança de tarifas de importação entre os países do Mercosul representará um avanço excepcional para a consolidação interna do bloco", frisou Amorim.

Outra meta da presidência brasileira, segundo o chanceler, será avançar na construção do Fundo de Apoio a Pequenas e Médias Empresas para contribuir na redução das assimetrias.

O objetivo é facilitar a obtenção de crédito pelos pequenos empreendedores e integrar os organismos de cada país que fomentam as pequenas e médias empresas.

"Com esses mecanismos, muitos dos pequenos e médios empreendedores de nossa região, especialmente aqueles instalados nos países menores, passarão a exportar para o mercado regional", disse Amorim.

A terceira intenção brasileira é concluir a adesão da Venezuela ao Mercosul, pendente pela falta de aprovação dos parlamentos do Brasil e do Paraguai. Amorim defende a presença venezuelana para uma integração sul-americana. "Um Mercosul que se estenda do Caribe à Terra do Fogo terá grande peso nas relações internacionais", ressaltou.

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