Sessenta e cinco mulheres já apresentaram denúncias contra supostos abusos do médico Roger Abdelmassih, preso em São Paulo desde o dia 17 de agosto. Abdelmassih é acusado de estupro e atentado violento ao pudor.


A delegada-titular da primeira Delegacia de Defesa da Mulher, Celi Paulino Carlota, afirma que, quando a Polícia Civil  indiciou o médico em junho deste ano , 61 mulheres apresentaram queixas. A partir da  denúncia feita em 17 de agosto pelo Ministério Público , a delegada abriu nova investigação no dia 18 e já obteve quatro depoimentos de novas pacientes.

O caso

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, segundo informação do Ministério Público.

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O especialista em reprodução humana Roger Abdelmassih, chega ao 40º Distrito Policial, na zona norte da capital paulista, nesta segunda-feira

Roger Abdelmassih chega ao 40º Distrito Policial, na zona norte da capital paulista

Na época, a Promotoria ouviu mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele e o acusaram de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo das pacientes durante atendimentos. O médico nega todas as acusações.

Registro suspenso

O médico teve o registro profissional suspenso de forma cautelar por tempo indeterminado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). A medida o impede de praticar a medicina caso venha a ser solto.

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Muro da clínica na avenida Brasil

A decisão de suspender o registro do médico (interdição cautelar) foi unânime entre os conselheiros presentes à sessão plenária realizada no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

Com a medida, o especialista em fertilização in vitro está impedido de clinicar por seis meses, a princípio, e terá a carteira de médico apreendida. Outros profissionais podem atender em seu consultório.

A decisão foi comunicada à Justiça Federal, pois o conselho é uma autarquia federal que regula a atividade médica no País. O Estado apurou que o órgão se baseou em resolução de 2006 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que prevê a interdição cautelar em casos em que o profissional esteja prejudicando gravemente a população.

Em abril de 2008, porém, o mesmo CFM alterou a resolução e passou a impedir que os conselhos regionais dessem publicidade das interdições à população. Apenas o médico alvo da medida e os demais conselhos regionais são comunicados.

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