Renan Calheiros (MDB-AL) é o mais cotado para presidir a CPI, ao lado de Omar Aziz (PSD-AM)
Roque de Sá/Agência Senado
Renan Calheiros (MDB-AL) é o mais cotado para presidir a CPI, ao lado de Omar Aziz (PSD-AM)

Onze senadores já confirmaram titularidade na CPI da Covid determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Comissão Parlamentar de Inquérito investigará ações e omissões do governo no enfrentamento da pandemia e o colapso da saúde do Estado do Amazonas no começo de 2021. 

Os mais cotados para assumir a presidência da CPI são os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM). Crítico recorrente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Calheiros é mais cotado para a relatoria, mas pode assumir a presidência da CPI se o partido abrir mão da vaga. Já Omar Aziz faz críticas pontuais sobre o combate à pandemia, mas alega que a CPI “não será para crucificar ninguém”.

Eduardo Braga (MDB-AM) é um dos favoritos a relatar a CPI da Covid, ao lado de Renan Calheiros. Apesar de ser crítico à forma que o presidente Jair Bolsonaro trata a pandemia do novo coronavírus, costuma votar conforme orientação do governo.

Entre os titulares, apenas três são aliados diretos do governo . Ciro Nogueira (PP-PI) é um dos líderes do Centrão, bloco parlamentar que atualmente apoia o governo de Jair Bolsonaro. Marcos Rogério (DEM-RO) é vice-líder do governo no Congresso e líder do Democratas no Senado. Em seu primeiro mandato como senador, Jorginho Mello (PL-SC) votou conforme recomendação do presidente da República em 92% das situações.

Dois senadores titulares são opositores declarados do presidente Jair Bolsonaro . Humberto Costa (PT-PE) é ex-ministro da Saúde do governo Lula e é um dos principais opositores do governo no Senado. Randolfe Rodrigues (REDE-AP) é autor do pedido original para a CPI da Covid .

Ainda integram os titulares da CPI da Covid os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Girão (PODE-CE). Estes são considerados independentes, pois apesar de críticos à forma que Bolsonaro combate a pandemia , costumam votar conforme a recomendação do governo. 

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