A Polícia Civil do Pará e a Polícia Federal investigam as circunstâncias desse curioso caso que forçou o piloto de um avião executivo a fazer pouso forçado em um rio do sudoeste do Pará, em região de garimpos

Piloto diz ter feito pouso forçado após dois homicídios em pleno voo
Reprodução/Facebook
Piloto diz ter feito pouso forçado após dois homicídios em pleno voo

O roteiro é hollywoodiano: um homem abre fogo contra um passageiro em pleno vôo; o piloto, temendo ser assassinado por haver presenciado o crime, desarma o atirador e o alveja em legítima defesa. Desesperado, joga os corpos da aeronave e realiza um pouso forçado.

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A Polícia Civil do Pará e a Polícia Federal investigam as circunstâncias desse curioso caso que forçou o piloto de um avião executivo a fazer pouso forçado em um rio do sudoeste do Pará, em região de garimpos. De acordo com os investigadores, o piloto da aeronave narrou, em depoimento, o que foi exposto no parágrafo anterior.

O caso aconteceu na quarta-feira (27), mas só chegou ao conhecimento das autoridades na sexta-feira (29), quando pescadores perguntaram a policiais militares de uma unidade da região se o piloto tinha procurado ajuda. Os policiais passaram a buscar informações sobre o suposto acidente e sobre o paradeiro do piloto, que estava hospedado em um hotel próximo.

Piloto relata pouso forçado

Sérgio Vanderlei Becker foi identificado quando chegava ao distrito de Moraes de Almeida em um mototáxi. Conduzido à seccional de Polícia Civil de Itaituba, o piloto confirmou ter pousado no Rio Jamanxim e abandonado a aeronave em seguida. Ele contou que, durante a viagem entre Guarantã do Norte (MT) e Apuí (AM), os dois passageiros a bordo se desentenderam e um deles, identificado como Polaquinho, atirou no outro, conhecido como Turco, que morreu na hora.

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Ainda segundo o piloto, Polaquinho teria aberto a porta lateral da aeronave para arremessar o corpo de Turco para fora do avião, em pleno voo. Becker afirma que, neste momento, apanhou a arma que estava sobre o assento e decidiu matar Polaquinho. O piloto justificou sua decisão alegando temer ser morto por ter testemunhado o primeiro homicídio.

Becker contou ter acertado dois tiros em Polaquinho . Em seguida, teria se levantando para também jogar o corpo de sua vítima para fora da aeronave, mas perdeu o controle do avião, só recuperando-o a tempo de pousar no rio. Posteriormente, o piloto informou o ponto exato em que se encontrava a aeronave.

Policiais militares já fizeram uma vistoria preliminar no avião. Embora tenham encontrado sangue, nem os corpos das supostas vítimas, nem a arma usada no crime foram localizados. Quando foi detido, o piloto que realizou o pouso forçado carregava munições ilegais. Mesmo assim, Becker foi liberado após prestar depoimento.

* Com informações da Agência Brasil

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