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Operação não envolve forças policiais do estado e tem como objetivo retirar barricadas montadas por traficantes no intuito de dificultar ações da polícia

ONGs consideram intervenção federal das Forças Armadas no Rio de Janeiro inconstitucional
Tomaz Silva/Agência Brasil - 27.2.18
ONGs consideram intervenção federal das Forças Armadas no Rio de Janeiro inconstitucional

Uma operação das Forças Armadas realizada neste sábado (3) na comunidade da Vila Kennedy, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, terminou com cinco presos.

De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), houve o cumprimento de um mandado de prisão e a prisão de quatro pessoas em flagrante. Dos flagrantes, um foi desacato, outro foi desobediência e dois por posse de drogas.

Também foram apreendidos 12 cartuchos de 9 mm, dez carros e seis motos. Mais de 700 pessoas foram revistadas, bem como 617 veículos.

Os militares também retiraram 16 barricadas colocadas por criminosos, cujo objetivo era impedir o trânsito no interior da comunidade. Ao todo, participaram da ação cerca de 1.400 militares.

A operação deste sábado  foi exclusiva das Forças Armadas e não contou com o apojo da polícia, segundo o CML. A  Vila Kennedy e comunidades vizinhas já haviam sido palco de grande operação realizada pelo Exército e pelas forças de segurança do Rio de Janeiro no último dia 23 de fevereiro. Depois dessa ação, os militares já retornaram duas vezes à comunidade para retirar barricadas.

Na ocasião da grande operação deflagrada no fim do mês passado, moradores da Vila Kennedy e de outras duas favelas da região foram 'fichados' pelos soldados do Exército, que tiravam fotografias de cada um que tentava sair da comunidade portando documentos de identidade.

A ação foi criticada por entidades da sociedade civil e um grupo de mais de 40 ONGs e centrais sindicais entregou representação nessa sexta-feira (2) à Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrando uma ação contra a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro . Os grupos alegam que o decreto do presidente Michel Temer que entregou o comando das ações de segurança no estado ao general Walter Braga Netto, do CML, é inconstitucional.

A ação das Forças Armadas no combate à criminalidade no Rio de Janeiro está prevista para durar até o dia 31 de dezembro.

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*Com informações da Agência Brasil

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