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Cada envio destinado à capital fluminense terá acrescida uma taxa de R$ 3; a ideia da empresa é garantir a integridade dos empregados e das encomendas

Moradores de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, já tiveram que fazer fila em agência dos Correios para retirar encomendas
Marcele Abreu
Moradores de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, já tiveram que fazer fila em agência dos Correios para retirar encomendas

Os Correios anunciaram nesta terça-feira (27) que estabeleceram a cobrança de uma taxa extra para cada envio destinado ao Rio de Janeiro, por conta da violência na cidade. Segundo a empresa, "a situação de violência chegou a níveis extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu altíssimo impacto". 

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De acordo com nota divulgada à imprensa, os Correios vão cobrar uma taxa de R$ 3 a cada encomenda para o Rio. Ainda de acordo com a empresa, a cobrança extra se faz necessária em razão da adoção de medidas para garantir a integridade dos empregados, das encomendas e das agências.

"A cobrança poderá ser suspensa a qualquer momento, desde que a situação de violência seja controlada. Vale esclarecer que essa cobrança já é praticada por outras transportadoras brasileiras desde março de 2017", informa a estatal por meio de nota.

Áreas de risco

Por questão de segurança, a empresa determina uma série de Áreas com Restrição de Entrega, também conhecidas como "áreas de risco". De acordo com as normas da estatal, nessas áreas, as entregas podem demorar até sete dias a mais que o normal ou não chegar até a porta.

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Algumas restrições demandam ainda que os moradores se desloquem até a agência mais próxima de sua casa para recolher as encomendas em seus nomes. A maioria dessas tais áreas ficam na Região Metropolitana no Rio, na Região Metropolitana de São Paulo ou na Bahia.

Cama box no ônibus

A cobrança de uma taxa extra para entregas no Rio remete a uma notícia divulgada na semana passada, quando um casal fluminense teve que levar uma cama box para o Jardim Catarina, em São Gonçalo, dentro de um ônibus, após uma loja se recusar a entregar o móvel no endereço indicado, por acreditar que a região é uma "área de risco".

Eles saíram da loja, deram sinal para um ônibus e entraram no veículo com a cama box e tudo. O colchão ocupou parte do corredor do coletivo, a situação causou algumas reclamações, mas parte dos passageiros se divertiram com o ocorrido.

No episódio, o casal fez questão de pagar por três passagens ao cobrador: a de cada um deles e a da cama box . O preço da passagem foi mais alto que a taxa cobrada pelos Correios: R$ 3,60.

* Com informações da Agência Brasil.

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