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Segundo a polícia, Marrom da África estava em um carro roubado quando foi abordado pela PM; ele estava portando arma de uso exclusivo do Exército

Integrante do PCC já havia sido condenado a 18 anos de prisão e tinha vários mandados de prisão
Divulgação/ PM
Integrante do PCC já havia sido condenado a 18 anos de prisão e tinha vários mandados de prisão

O traficante Wanderson Wagner do Nascimento Rolemberg, o ‘Marrom da África’, morreu após trocar tiros com policiais do Batalhão de Choque da PM (BPChoque), nesta segunda-feira (26). Considerado um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Rio Grande do Norte, ‘Marrom da África’ já havia sido condenado a 18 anos de prisão e tinha vários mandados de prisão.

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De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o integrante do PCC estava em um carro roubado e reagiu a abordagem da policia que fazia um patrulhamento de rotina nas imediações do condomínio residencial Plaza Garden. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Com Marrom da África, os policiais ainda apreenderam uma pistola 9 milímetros de fabricação turco, que de acordo com a assessoria, é de uso exclusivo do Exército.

Integrantes de facção mortos em presídio

No noite do último domingo (25), dois presos foram encontrados mortos em uma das celas da Penitenciária de Alcaçuz , no Rio Grande do Norte . De acordo com a Polícia Judiciária do estado, os homens foram assassinados por outros detentos, que utilizaram lençóis para enforcar a dupla. As vítimas foram identificadas pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) como Lázaro Luís de França Ferreira, conhecido como Nego Lázaro, e Shakespeare Costa de França, conhecido como Sheik.

Os corpos estavam caídos próximo ao vaso sanitário de uma das celas do Pavilhão 5 da cadeia estadual quando foram encontrados pelos agentes penitenciários que faziam a inspeção por volta das 21h da noite desse domingo. Essas foram as primeiras mortes registradas na Penitenciária de Alcaçuz, que tem capacidade para 620 detentos e hoje abriga 1.083 presos em regime fechado, desde as rebeliões que deixaram 26 mortos no início do ano passado.

Segundo o diretor de Polícia do Interior, delegado Lenivaldo Pimentel, já foram identificados dois presidiários que confessaram ter participado do assassinato de Nego Lázaro e de Sheik. "A polícia tem o prazo de dez dias para investigar se havia mais pessoas envolvidas no crime, tanto no ato em si como na autoria intelectual", explicou.

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O delegado afirmou que a provável motivação para as mortes seria uma "dissidência interna" em uma das facções presentes na penitenciária. Nego Lázaro e Sheik teriam decidido abandonar a facção paulista PCC para fundar uma própria organização criminosa, segundo o delegado Eloy Xavier, responsável pelo inquérito que investiga o caso.

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